

O Relatório de Produção e Vendas da Vale no 1T26 já está disponível.


Fotógrafo: Ricardo Teles
Destaques
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A produção de minério de ferro totalizou 69,7 Mt , 3% (2,0 Mt) maior a/a, suportado pelo recorde de produção em S11D e Brucutu, bem como pelo contínuo ramp-up dos projetos Capanema e VGR1. A produção de pelotas alcançou 8,2 Mt, aumentando 14% (1,0 Mt) a/a, devido o melhor desempenho das plantas de pelotização de Tubarão. As vendas de minério de ferro aumentaram 4% (2,6 Mt) a/a, totalizando 68,7 Mt, em linha com o maior volume de produção.
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A produção de níquel totalizou 49,3 kt, 12% (5,4 kt) maior a/a, refletindo a operação do 2º forno de Onça Puma durante todo o trimestre e a estabilidade operacional das minas subterrâneas de Voisey’s Bay, que sustentaram um recorde de produção no primeiro trimestre na refinaria de Long Harbour.
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A produção de cobre totalizou 102,3 kt, 13% (11,4 kt) maior a/a, impulsionado pela produção recorde em Salobo e Sossego, assim como o desempenho sólido das minas polimetálicas de Voisey’s Bay.
Confira abaixo os resultados dos nossos principais produtos:
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Sistema Norte: produção diminuiu 1,2 Mt a/a, totalizando 33,2 Mt no trimestre. A queda reflete a menor, porém esperada, disponibilidade de run-ofmine em Serra Norte, parcialmente compensada pelos efeitos positivos da otimização do portfólio de produtos dentro no plano de lavra. O S11D alcançou um novo recorde de produção para um primeiro trimestre, atingindo 19,9 Mt (+0,5 Mt a/a), impulsionado pelas iniciativas contínuas de confiabilidade dos ativos e pelo maior uso de equipamentos móveis.
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Sistema Sudeste: produção aumentou 3,1 Mt a/a, totalizando 19,2 Mt no trimestre, apesar dos maiores níveis de precipitação e da interrupção de cinco dias nas operações ferroviárias. O aumento ocorreu devido ao (i) contínuo ramp-up do projeto Capanema, que deve atingir capacidade total no 2T, (ii) forte desempenho de Brucutu, alcançando a maior produção de primeiro trimestre desde 2018, após o aumento da produção da quarta e quinta linhas de processamento, e (iii) a redução do tempo de parada para manutenção no Complexo Itabira.
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Sistema Sul: produção manteve-se relativamente estável, totalizando 10,4 Mt no trimestre, apesar dos níveis de precipitação acima da média, que impactaram principalmente o desempenho operacional no Complexo Paraopeba, em especial as unidades de Viga e Fábrica. Esse resultado foi suportado pelo ramp-up da planta VGR1, que adicionou volumes ao Complexo Vargem Grande. Produção de minério de ferro, Mt (1T26 vs. 1T25) 67,7 (1,2) 3,1 (0,2) 0,4 69,7 1T25 Sistema Norte Sistema Sudeste Sistema Sul Compra de terceiros 1T26 Média de precipitação1 , mm (1T26 vs. 1T25) 1.039 511 351 560 639 1.046 1T25 1T26 Sistema Norte Sistema Sudeste Sistema Sul 1 Média dos complexos e portos de cada Sistema. Produção e vendas de minério de ferro, Mt (1T26) 69,7 (0,8) (2,7) (3,0) 5,5 68,7 Produção Perda de massa na pelotização Variação de umidade e ajustes Perda de massa na concentração (ex-Brasil) Consumo de estoque Vendas
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Pelotas: produção aumentou 1,0 Mt a/a, totalizando 8,2 Mt no trimestre, devido a maior produção nas plantas de pelotização de Tubarão, refletindo a maior disponibilidade de pellet feed proveniente de Itabira. Em meados de março, a produção nas plantas de pelotização de Omã foi interrompida para manutenção anual programada, enquanto as atividades de construção na planta de concentração de Sohar também foram suspensas. Em função dos desdobramentos relacionados aos conflitos no Oriente Médio, incluindo restrições logísticas, espera-se que as plantas de Omã retomem suas operações no final do 3T. Durante esse período, o pellet feed originalmente destinado a Omã será redirecionado para as plantas de pelotização de Tubarão e para vendas de finos, mantendo inalterado o guidance de produção de aglomerados para 2026, em 30–34 Mt.
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As vendas de minério de ferro totalizaram 68,7 Mt, 2,6 Mt maiores a/a, em linha com o aumento da produção. O consumo de 5,5 Mt de estoque reflete a venda de estoques em trânsito, em função do aumento da produção no 2S25.
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O prêmio all-in, ajustado pelo índice de preço 61%Fe, totalizou US$ 6,2/t, um aumento de US$ 2,6/t t/t, refletindo a estratégia de portfólio de produtos, mix de produtos mais flexível e maiores prêmios de mercado para produtos de baixo teor de alumina. Como resultado, o preço médio realizado de finos de minério de ferro atingiu US$ 95,8/t, US$ 0,4/t maior t/t, parcialmente compensado pelo impacto negativo de mecanismos de precificação relacionados a ajustes provisórios no período anterior. O preço médio realizado das pelotas aumentou US$ 2,4/t t/t, alcançando US$ 133,8/t, refletindo prêmios trimestrais mais altos para pelotas.
- Salobo: produção de cobre aumentou 0,5 kt a/a, alcançando 52,8 kt no trimestre, devido a estabilidade operacional do Complexo Salobo e pelo desempenho sólido nas atividades de mineração e processamento.
- Sossego: produção de cobre aumentou 13,0 kt a/a, alcançando 29,0 kt no trimestre, sustentada pelo forte desempenho da usina, com a maior taxa de processamento de minério, em esforços para maximizar a produção antes da manutenção planejada de 110 dias do moinho SAG no 2S26, resultando no segundo melhor desempenho de 1T da história da operação.
- Canadá: produção de cobre diminuiu 2,2 kt a/a, alcançando 20,4 kt no trimestre, principalmente em função de interrupções operacionais causadas por tempestades de neve não usuais em Sudbury e de uma manutenção não planejada em Clarabelle, já concluída. O impacto destes eventos foi específico na produção de concentrado de cobre, pois os estoques de concentrado de níquel supriram a necessidade para a produção de níquel acabado.
- As vendas de cobre pagável totalizaram 91,2 kt, 9,3 kt maiores a/a, refletindo principalmente o aumento na produção.
- O preço médio realizado de cobre foi US$ 13.143/t, US$ 2.140/t acima t/t, impulsionado por preços mais altos na LME e efeitos positivos de ajustes finais de preço no ambiente atual do mercado.
- Sudbury: a produção de níquel acabado de origem própria aumentou 0,7 kt a/a, alcançando 10,6 kt no trimestre, mais do que compensando o impacto da manutenção não programada do reator de conversão #3, já solucionada. A produção de minério foi sólida, sustentada pelo aumento de produção na mina de Creighton, que deve se manter nos próximos trimestres e permitir maior volume processado.
- Voisey’s Bay: a produção de níquel acabado de origem própria aumentou em 4,0 kt a/a, totalizando 10,5 kt no trimestre, apoiada pelo forte volume de minério das minas subterrâneas e pelo desempenho robusto da refinaria de Long Harbour, que entregou produção recorde no 1T.
- Thompson: a produção de níquel acabado de origem própria diminuiu 2,4 kt a/a, totalizando 1,2 kt no trimestre, em função de um bloqueio de duto, agravado por condições climáticas adversas, situação que já foi resolvida. Em fevereiro, a Vale Base Metals assinou um acordo para a criação de um novo consórcio de proprietários do Thompson Nickel Belt, no qual a VBM deterá participação de 18,9%. A transação, com conclusão esperada até o final de 2026, faz parte da revisão estratégica de Thompson, com foco em fortalecer a competitividade do portfólio global de mineração da VBM.
- Onça Puma: a produção de níquel acabado de origem própria aumentou 3,5 kt a/a, totalizando 8,9 kt no trimestre, impulsionada pelo desempenho sólido do 2º forno, levando o ativo ao maior volume de produção no 1T de sua história.
- As vendas de níquel totalizaram 44,8 kt no trimestre, 5,9 kt acima a/a. No trimestre, as vendas ficaram 4,5 kt abaixo da produção, refletindo a formação de estoques para atendimento de vendas comprometidas durante as manutenções planejadas das refinarias no 2T.
- O preço médio realizado de níquel foi US$ 17.015/t, US$ 2.000/t acima t/t, impulsionado por preços mais elevados na LME.

Desempenho da Vale no 1T26
O desempenho da Vale no 1T26 será divulgado no dia 28 de abril. Após a divulgação, nossos executivos realizarão, no dia 29 de abril, uma webcast (conferência de áudio em tempo real) com analistas e investidores para apresentar os resultados do trimestre.

Photographer: Vale Archive

