A importância da água para o nosso negócio

O setor da mineração é essencial para prover recursos naturais que impulsionam o desenvolvimento econômico e social, sendo a água um insumo fundamental e presente em todas as fases dos empreendimentos, desde o projeto conceitual até o uso futuro.

Nosso objetivo é garantir a gestão responsável dos Recursos Hídricos e dos efluentes gerados no processo. O uso da água deve ser racional, socialmente equitativo, ambientalmente sustentável e economicamente benéfico, considerando um processo inclusivo das partes interessadas e a bacia hidrográfica.

Para nos guiar em busca de nosso objetivo, foi aprovada a Política Global de Água e Recursos Hídricos, que estabelece premissas e direcionadores para a atuação da Vale em relação à gestão sustentável da água e dos Recursos Hídricos, ao longo de todo o ciclo de vida de seus empreendimentos e em todas as bacias hidrográficas onde está presente. Nela, apontamos 3 princípios:

Três princípios são destacados abaixo:

Contexto hidrológico e resiliência operacional: Fortalecimento do conhecimento sobre os aspectos hidrológicos e operacionais das bacias onde a empresa atua, por meio de parcerias científicas e da incorporação de práticas de uso eficiente da água, visando garantir resiliência operacional e atuação preventiva, especialmente em regiões críticas.
Proteção, conservação e regeneração dos recursos hídricos: Alavancar Resultados Positivos para a Natureza, considerando a quantidade, qualidade e disponibilidade de água, com ações de reposição hídrica, restauração ambiental e investimentos em pesquisa e inovação.
Gestão participativa e um diálogo transparente com as partes interessadas: Com o objetivo de favorecer o acesso equitativo à água e respeito às características ambientais, climáticas e socioculturais das regiões, contribuindo para o fortalecimento da reputação corporativa.

Para esta Meta, investimos na governança dos Recursos Hídricos, no monitoramento da água, em novos processos e tecnologias com maior eficiência hídrica e menor geração de rejeitos, iniciativas de circularidade de água e efluentes nos processos da empresa, em tecnologia e pesquisa, no engajamento com as comunidades e partes interessadas e na gestão dos riscos hídricos.

O trabalho de proteção e  restauração de florestas também é estratégico na agenda da gestão de Recursos Hídricos, uma vez que contribui para manter e ampliar a disponibilidade hídrica das bacias hidrográficas. Atualmente, ajudamos a conservar e proteger cerca de 1 milhão de hectares de áreas naturais no mundo, sendo aproximadamente 800 mil hectares na Amazônia e 190 mil hectares na Mata Atlântica. Estamos na Amazônia há 40 anos e, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), contribuímos com a proteção do Mosaico de Unidades de Conservação de Carajás. Esta região abriga seis unidades de conservação e protege uma vasta área de floresta nativa, além de milhares de nascentes e rios.
Com nossa meta de florestas, contribuímos para alavancar a agenda de florestas, recuperando e protegendo 500 mil hectares para além das nossas fronteiras, contribuindo também para manter e ampliar a disponibilidade hídrica das bacias hidrográficas.

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Uso da Água na Mineração

A água é indispensável à mineração, constituindo uma das dependências materiais do nosso negócio. Ela está presente em diversas etapas do processo minerário, como no rebaixamento do lençol freático, extração, lavagem e processamento do minério, mas também no controle de emissão de particulados. Por isso, adotamos práticas que priorizam o uso responsável e sustentável da água, com foco em fontes alternativas como reuso, recirculação, água renovada, dessalinização e captação de água da chuva.

Nossa Atuação

Adotamos uma abordagem integrada e estratégica para os Recursos Hídricos e efluentes, com objetivos específicos para cada um de nossos pilares: governança de Recursos Hídricos, monitoramento e controle, engajamento com as partes interessadas e gestão de riscos hídricos. 

Somos membros do International Council on Mining and Metals (ICMM), do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e de 11 comitês e subcomitês de bacias hidrográficas. Além disso, participamos ativamente dos Grupos Técnicos de Recursos Hídricos que discutem e definem as diretrizes para a gestão responsável dos Recursos Hídricos e efluentes na mineração.

Sohar (Omã), 09/12/2012 - Instalações do Complexo de Sohar, no Sultanato de Omã. Foto: Marcelo Coelho. O espessador promove a separação sólido-líquido no processamento mineral e viabiliza a reutilização de água no processo.

A governança de Recursos Hídricos da Vale atribui responsabilidades à nível global e sistêmico tanto da bacia hidrográfica quanto da unidade operacional, baseando-se no conceito de Linhas de Defesa, de acordo com o estabelecido nos normativos de Gestão de Riscos da Companhia.

No âmbito das unidades operacionais, é designado a Pessoa Qualificada (PQ), empregado Vale dedicado à gestão de Recursos Hídricos presente em todas as operações da Vale, que é responsável por coordenar o Comitê de Gestão de Recursos Hídricos local e, em conjunto com os representantes das principais áreas/processos usuários de água, desdobrar o Programa de Gestão de Recursos Hídricos e Efluentes.

No âmbito da alta administração, o Conselho de Administração da Vale, conforme definido no Estatuto Social da Vale, é o órgão competente, respectivamente, por: (i) atuar como guardião do modelo e das práticas de governança corporativa da Companhia e (ii) por definir o feixe de Políticas Corporativas da Companhia e deliberar sobre a elaboração, revisão ou revogação de tais Políticas.  Como desdobramento desta atribuição, compete ao Comitê Executivo aprovar a Política Administrativa de Água e Recursos Hídricos, por proposta da Vice-Presidência Executiva de Sustentabilidade. Além disso, de acordo com a Norma e a Política de Gestão de Riscos, os riscos da Companhia, incluindo os hídricos, são identificados, monitorados, reportados e revisados pelos cargos gerenciais apropriados até o nível do Conselho de Administração, sendo que o Comitê Executivo conta com o apoio dos Comitês Executivos de Riscos, conforme área de atuação. No escopo da Meta Água 2030, o Comitê Executivo atua na revisão periódica da referida meta, acompanhando a execução das estratégias socioambientais.

A Vale investe na capacitação efetiva dos profissionais que atuam na temática de Recursos Hídricos e efluentes, de forma a garantir a eficiência dos processos. Promovemos espaços para trocas de experiências e apresentação de melhores práticas, incentivamos a identificação de problemas e a adoção de soluções eficientes e inovadoras e, ainda, buscamos envolver os funcionários na gestão e conservação hídrica. Nossos treinamentos abrangem desde conceitos de hidráulica e hidrologia até a qualificação para fechamento de balanços hídricos operacionais.

Nas unidades operacionais da Vale, priorizamos o Programa de Gestão de Recursos Hídricos e Efluentes, que é estruturado e adaptado às especificidades regionais e das bacias hidrográficas. Implementamos iniciativas para otimizar nossos usos e descartes, incluindo projetos de circularidade e sistemas avançados de controle e tratamento de águas e efluentes. Também buscamos utilizar fontes sustentáveis de água onde há viabilidade, adotamos novos processos e tecnologias para consumir menos água nova e investimos continuamente no monitoramento hídrico. Essas medidas são essenciais para a tomada de decisão pautada na preservação das bacias hidrográficas nas quais a Vale está inserida.

Nas unidades operacionais da Vale, priorizamos o Programa de Gestão de Recursos Hídricos e Efluentes, que é estruturado e adaptado às especificidades regionais e das bacias hidrográficas. Implementamos iniciativas para otimizar nossos usos e descartes, incluindo projetos de circularidade e sistemas avançados de controle e tratamento de águas e efluentes. Também buscamos utilizar fontes sustentáveis de água onde há viabilidade, adotamos novos processos e tecnologias para consumir menos água nova e investimos continuamente no monitoramento hídrico. Essas medidas são essenciais para a tomada de decisão pautada na preservação das bacias hidrográficas nas quais a Vale está inserida. 

Avaliamos os parâmetros de qualidade de água e efluentes de acordo com as regulamentações e diretrizes de cada país onde atuamos. Os monitoramentos são realizados por laboratórios independentes, certificados e acreditados pela ISO 17.0025 e, de modo complementar, alguns pontos possuem monitoramento em tempo real, através de sondas multiparamétricas.  

Em unidades com potencial de geração de drenagem ácida de mina, a Vale conduz estudos de caracterização geoquímica de materiais como estéril, minério e rejeito, desde a fase de exploração até o desenvolvimento dos projetos. O objetivo é avaliar o potencial de geração de drenagem ácida e, quando necessário, definir e implementar sistemas de prevenção e controle para mitigar os riscos associados. Esse processo de gestão é orientado por procedimento interno baseado em referências técnicas internacionalmente reconhecidas, como o programa Mine Environment Neutral Drainage (MEND) e o guia Global Acid Rock Drainage (GARD), desenvolvido pela International Network for Acid Prevention (INAP).

Somos membros do International Council on Mining and Metals (ICMM), do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), de 11 comitês e subcomitês de bacias hidrográficas e participamos ativamente dos Grupos Técnicos de Recursos Hídricos que discutem e definem as diretrizes para a gestão responsável dos Recursos Hídricos e efluentes na mineração.  

Além disso, com o objetivo de fomentar a pesquisa científica, o desenvolvimento tecnológico e a inovação em áreas estratégicas, especialmente ligadas à mineração e à sustentabilidade, temos o Instituto Tecnológico Vale (ITV), que atua em duas frentes: ITV Desenvolvimento Sustentável e ITV Mineração.  
 
O ITV Desenvolvimento Sustentável, com sede em Belém (PA), tem como finalidade desenvolver pesquisas que preencham lacunas de conhecimento e apoiem as operações da Vale. Além disso, o instituto atua em temas estratégicos voltados ao desenvolvimento sustentável dos territórios onde a empresa está presente. Com uma abordagem interdisciplinar, o ITV conduz estudos em áreas como: geoquímica, recursos hídricos, biodiversidade, serviços ecossistêmicos, genômica ambiental, socioeconomia, recuperação de áreas degradadas, florestas, meteorologia, mudanças climáticas e ciência de dados.
O instituto conta com 55 pesquisadores permanentes, além de um robusto programa de bolsas, que atualmente apoia 365 pesquisadores bolsistas. Até junho de 2025, o programa formou 185 mestres, dos quais 68 são empregados da Vale. Na linha de Recursos Hídricos, destacam-se a formação de 17 mestres pelo mestrado profissional e a capacitação de 20 jovens pesquisadores por meio do programa de bolsas.

Saiba mais em ITV.

Gerimos nossos riscos hídricos não apenas em nossas unidades operacionais, consideramos como condição de contorno toda a bacia hidrográfica onde atuamos. Monitoramos e avaliamos continuamente o estresse hídrico em nível de bacia hidrográfica, considerando o uso múltiplo da água e priorizando ações em regiões mais vulneráveis. Analisamos os processos operacionais para identificar e determinar a significância dos impactos, acompanhando a eficiência dos controles, tanto dos aspectos planejados, quanto dos não planejados. 

Para os aspectos que permanecem significativos mesmo após a implantação dos controles, elaboramos e monitoramos Planos de Ação para reduzir sua significância. Integramos as ferramentas de gestão de risco da Vale à gestão hídrica, avaliando cenários relacionados à escassez, contaminação e eventos extremos, com planos de resposta e contingência estruturados. 

Como parte da gestão preventiva de riscos, conduzimos um processo sistemático de monitoramento e análise de tendências regulatórias locais relacionadas à gestão hídrica. Essa prática visa antecipar mudanças legais e normativas que possam impactar nossas operações, permitindo a adoção de medidas preventivas e o fortalecimento da conformidade regulatória, reduzindo assim a exposição a riscos legais, operacionais e reputacionais. Dessa forma, por meio de representantes institucionais nos diversos fóruns de representação do tema recursos hídricos, coletamos as contribuições técnicas e jurídicas que subsidiam nas contribuições da Vale diante as nossas entidades que nos representam.  

Reconhecemos a importância e o desafio de trabalhar temas ESG junto a nossa cadeia de valor. As práticas de nossos fornecedores têm influência direta sobre os impactos que provocamos na natureza, portanto, a gestão de riscos e oportunidades na cadeia é fundamental para assegurar práticas responsáveis que garantam a continuidade e competitividade do nosso negócio.
Em 2022, dentro do nosso programa de Compras Sustentáveis, construímos a Matriz de Criticidade ESG da cadeia de fornecedores, elaborada a partir da segmentação da base de fornecedores no Brasil, análise das categorias de compras sob a perspectiva de riscos ambientais, sociais e de governança e em alinhamento às diretrizes da ISO 20400 — Compras Sustentáveis. Com essa matriz, revisada em 2024, classificamos nossos fornecedores conforme seus potenciais impactos e riscos ESG, considerando intensidade de emissões de gases de efeito estufa, biodiversidade, gestão de resíduos, gestão de recursos hídricos, integridade, trabalho análogo a escravo, trabalho infantil entre outros.
Entre os mais de 6,2 mil fornecedores com os quais tivemos relações contratuais em 2024, cerca de 2% são classificados como críticos (risco alto e muito alto) para biodiversidade e água.

Em 2025, realizamos o mapeamento de maturidade dos fornecedores com relação a temas de natureza. Por meio de seu programa Conexão ESG, a Vale iniciou ações de engajamento e letramento em natureza priorizando aqueles classificados como de alta criticidade para os temas biodiversidade e água. Foram realizados três workshops para capacitação e engajamento, abrangendo aproximadamente 30% dos fornecedores críticos mapeados.

Saiba mais em Portal de Fornecedores.

Balanço Hídrico

Monitoramos e analisamos nossos usos e descartes de água por meio de um sistema integrado de gestão, auditado anualmente. Em parceria com uma empresa colaboradora, desenvolvemos um software de balanço hídrico que conecta os medidores de vazão instalados, permitindo visualizar espacialmente os fluxos e indicadores hídricos da operação.

Como resultado, ganhamos agilidade na tomada de decisão, identificamos perdas e ineficiências no sistema, mapeamos pontos estratégicos para gestão e controle da operação, além de visualizar indicadores consolidados por período e por unidade.

Total de água captada (em milhões de m 3) no ano de 2025

Em 2025, a Companhia captou 458,3 Mm³ de água nova, o que representa um aumento de 12% na captação total em comparação com o ano de 2024. Por outro lado, também elevou em 12% o volume de água captada e devolvida sem uso ao meio ambiente ou destinada a terceiros (340,3 Mm³), contribuindo para reduzir a pressão sobre a disponibilidade hídrica da bacia. A parcela de água recirculada e de reúso (611,2 Mm³) representou 84% da demanda hídrica total da Vale, refletindo avanços consistentes nas práticas internas.

O incremento no uso operacional está associado à concretização da expectativa de aumento de produção, ao ramp-up de usinas e linhas de produção e ao reforço das ações de controle de particulado. De acordo com o balanço hídrico, ilustrado ao lado, 340,3 Mm³ (74% de toda a água captada) não são utilizados nas operações. Esse volume é direcionado diretamente, e sem uso, para as comunidades e/ou para o meio ambiente, contribuindo para a disponibilidade hídrica local e fortalecendo a segurança ambiental das bacias onde atuamos.
Fonte: Relato Integrado
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Saiba mais

Veja detalhamento do nosso desempenho em água e efluente no Databook ESG.

Pesquisa e Desenvolvimento em Recursos Hídricos

Através do Instituto Tecnológico Vale (ITV), desenvolvemos pesquisas interdisciplinares que integram geociências, ecologia e tecnologia. Conheça abaixo algumas das pesquisas que desenvolvemos e os benefícios gerados para a compreensão e gestão sustentável dos Recursos Hídricos e ambientais.

Projeto: Riscos Hidrológicos e Climáticos

O projeto do Instituto Tecnológico Vale (ITV) tem como objetivo identificar e compreender os riscos hidrológicos e climáticos relacionados às mudanças no clima e no uso da terra, com foco nas operações da Vale, nos territórios onde atua e nos ecossistemas naturais. 

Utilizando modelagem matemática, sensoriamento remoto e dados de campo, o projeto gera diagnósticos e prognósticos ambientais que apoiam tanto a Vale quanto os municípios inseridos nas bacias hidrográficas de interesse. Entre os principais temas de pesquisa estão: 
 
  • Modelagem hidrológica para análises ambientais; 
  • Balanço hídrico atual e futuro (disponibilidade e demanda); 
  • Redes neurais para avaliação da qualidade da água via sensoriamento remoto; 
  • Uso de geotecnologias como GRACE e SWOT para monitoramento hídrico; 
  • Mapeamento do uso e ocupação do solo ao longo dos rios; 
  • Índices hidroclimatológicos de secas e cheias; 
  • Avaliação ambiental de áreas de cabeceira com análise multicritério. 

Projeto: Background do Quadrilátero Ferrífero

O projeto tem como objetivo realizar uma investigação geoquímica detalhada no Quadrilátero Ferrífero, com foco na análise de águas superficiais e sedimentos de corrente. A iniciativa inclui o levantamento de dados em campo, elaboração de mapas de distribuição de elementos químicos e definição de valores de referência para monitoramento ambiental. 

Além disso, está sendo estruturada uma base de dados geoquímicos integrada a um sistema de informação geográfica, que servirá como referência para avaliar possíveis alterações antrópicas futuras na composição química da região. Entre os principais focos de pesquisa estão: 

  • Definição da assinatura geoquímica de sedimentos e águas superficiais no QF; 
  • Elaboração de mapas geoquímicos com distribuição dos principais elementos químicos; 
  • Estabelecimento de valores de referência, com ênfase em elementos potencialmente tóxicos; 
  • Identificação de anomalias geoquímicas e suas possíveis origens (naturais ou antrópicas); 
  • Comparação com estudos realizados em regiões geologicamente similares, como Carajás; 
  • Organizaçãoe disponibilização do dados em uma base integrada com geotecnologias. 

Projeto: Background Geoquímico da Bacia do Rio Itacaiúnas II

O projeto tem como objetivo dar continuidade ao monitoramento geoquímico de águas superficiais e sedimentos de corrente, além de aprofundar a investigação geoquímica de solos em áreas estratégicas da BHRI, como S11D, N1-N3, Depósito 118 e sub-bacia do Rio Verde. A iniciativa visa contribuir para a segurança química da região de Carajás, avaliando a biodisponibilidade e bioacessibilidade de ferro e elementos potencialmente tóxicos (Cd, Cr, Cu, Mn, Ni, Pb, Zn, entre outros).  

Também são utilizados isótopos de chumbo (Pb) e estrôncio (Sr) para investigar possíveis fontes de contaminação, além de estudos de suscetibilidade magnética em solos e impactos da mineração ilegal. Abaixo mostra-se as principais linhas de pesquisa: 
 
  • Monitoramento contínuo de elementos químicos em sedimentos e águas superficiais; 
  • Comparação com dados do projeto Background Geoquímico I (2017–2018); 
  • Avaliação da biodisponibilidade e bioacessibilidade de metais em solos de áreas mineradas; 
  • Investigação de anomalias geoquímicas com uso de isótopos de Pb e Sr; 
  • Estudos comparativos com outras regiões geológicas, como Carajás; 
  • Atualização da base de dados geoquímicos da BHRI; 
  • Análise da suscetibilidade magnética dos solos; 
  • Estudo dos impactos da mineração ilegal e da evolução quaternária das planícies aliviais da bacia. 

Projeto: Monitoramento hidrometerológico da Bacia Hidrográfica do Rio Itacaiúnas

Utilizando modelagem matemática, sensoriamento remoto e dados de campo, o projeto gera diagnósticos e prognósticos ambientais que apoiam tanto a Vale quanto os municípios inseridos nas bacias hidrográficas de interesse.

Entre os principais temas de pesquisa estão:
  • Modelagem hidrológica para análises ambientais;
  • Balanço hídrico atual e futuro (disponibilidade e demanda);
  • Redes neurais para avaliação da qualidade da água via sensoriamento remoto;
  • Uso de geotecnologias como GRACE e SWOT para monitoramento hídrico; 
  • Mapeamento do uso e ocupação do solo ao longo dos rios;
  • Índices hidroclimatológicos de secas e cheias;
  • Avaliação ambiental de áreas de cabeceira com análise multicritério.
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Transparência

Em todas as nossas frentes, atuamos com integridade e acreditamos que o caminho para alcançar esse objetivo passa pela transparência. É importante pontuar que jamais esqueceremos Brumadinho: as vítimas, suas famílias e os impactos socioambientais provocados pela tragédia. Com respeito e compromisso com as pessoas, trabalhamos desde 2019 para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem. 

No que tange a temática hídrica, além do acompanhamento mensal realizado pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), a qualidade das águas do rio Paraopeba e de seus afluentes é monitorada pela Vale, respeitando o compromisso assumido junto aos órgãos públicos responsáveis. Todo esse trabalho é acompanhado por uma auditoria técnica e ambiental independente, indicada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Os dados obtidos no monitoramento são periodicamente entregues aos órgãos fiscalizadores e ao MPMG.  

A qualidade da água do rio Paraopeba vem apresentando sinais consistentes de recuperação, sendo mais evidente nos períodos de estiagem, quando os resultados se mostram semelhantes ou melhores que os registrados antes do rompimento. Esse processo é resultado tanto da própria dinâmica natural do rio, quanto das ações de reparação já em curso, sendo o monitoramento sistemático essencial para entender os comportamentos e orientar as estratégias de reparação ambiental. 

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* Concentração de manganês ao longo dos anos. Os dados são corroborados pelo monitoramento feito pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), órgão público do Governo de MG.

Compromissos e Metas

Nossas metas globais de sustentabilidade estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e com as diretrizes do Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM). Nesse contexto, a Meta Água 2030 integra as metas socioambientais voluntariamente assumidas pela Vale e está conectada a diversos eixos temáticos da sustentabilidade. 
 
 A Meta Água 2030 considera todas as bacias hidrográficas onde atuamos e define objetivos específicos para cada um de nossos pilares. Buscamos uma redução acumulada de 27% (base line 2017), considerando metas mais rigorosas para unidades localizadas em regiões com maior nível de estresse hídrico. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a redução dos nossos drivers de impactos ambientais sobre a natureza, contribuindo diretamente para a construção de uma mineração sustentável. 

A avaliação do nível de estresse hídrico nas operações da Vale é realizada com base em duas metodologias reconhecidas internacionalmente: o Atlas de Risco Hídrico Aqueduct, desenvolvido pelo World Resources Institute (WRI), e o indicador 6.4.2 – Nível de Estresse Hídrico, elaborado pela Food and Agriculture Organization (FAO) das Nações Unidas. A principal distinção entre as metodologias está na escala de aplicação: enquanto o WRI oferece uma visão global, a metodologia da FAO permite uma análise mais detalhada em nível regional, sendo mais restritiva por considerar a escala das bacias hidrográficas. Desta forma, a Vale adota preferencialmente a metodologia “FAO”, por oferecer maior granularidade e rigor técnico na identificação de áreas com potencial estresse hídrico. 

Saiba mais em Nossos Compromissos.

Nível de estresse hídrico nas bacias hidrográficas onde atuamos

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Este mapa apresenta os complexos operacionais avaliados quanto ao Nível de Estresse Hídrico, os quais correspondem a 98% do Uso de Água Operacional da Vale proveniente de fontes convencionais. Os 2% restantes, não classificados no mapa, referem-se a ativos não operacionais ou de apoio, como prédios administrativos (escritórios em centros urbanos), ferrovias, alguns terminais, unidades de pesquisa e minas paralisadas.

Nossos resultados

Em 2025, alcançamos uma redução de 32% no uso específico de água nova em nossas operações, em comparação com o ano-base de 2017. Diversas ações e investimentos foram realizados visando a melhoria da eficiência hídrica de nossas operações, como mostrado no item abaixo “Nossas Unidade em Foco”.

Apesar de os resultados de 2025 já indicarem atingimento da meta estabelecida para 2030, há a projeção de elevação dos resultados nos próximos anos em função do aumento produtivo. Entretanto, nossas projeções indicam que, mesmo diante desse cenário, permaneceremos alinhados com a Meta de Redução de Uso de Água Nova estabelecida para 2030. Essa estimativa considera a implementação contínua de iniciativas voltadas à otimização do uso hídrico e à adoção de tecnologias mais eficientes ao longo do período.

Redução da utilização específica de água doce

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Nossas Unidades em Foco

A gestão hídrica é construída com propósito e pela colaboração de muitos. A seguir, mostraremos nossos cases inspiradores de nossas unidades operacionais com compromisso em cada gota.

Omã

Projeto de Drenagem e Captação (ou Aproveitamento) de Águas Pluviais na Vale Omã

O projeto de Drenagem e Captação de Águas Pluviais da Vale Omã tem como objetivo gerenciar e reutilizar a água da chuva acumulada nas áreas operacionais por meio da construção de uma bacia de águas pluviais e de uma rede de drenagem associada. Por se tratar de uma iniciativa brownfield dentro dos limites de uma planta existente, o projeto exige estreita coordenação com as diferentes equipes internas, devido às diversas interfaces no local.

O projeto é integralmente gerenciado pela equipe de Investimentos de Sustentação da Vale Omã e inclui a construção da bacia, as interligações de drenagem, as obras de muros de contenção e o comissionamento. 

Em 2026, está prevista a continuidade da construção dos canais de drenagem que irão direcionar a água das áreas operacionais para a bacia de águas pluviais.

Imagem: Marcelo Coelho

Sossego

Sistema integrado e automatizado de monitoramento de captação de água

A Mina do Sossego e os Terminais de Metais Básicos deram um salto significativo na gestão de recursos hídricos ao implantar um sistema integrado e automatizado de monitoramento de captação de água, substituindo leituras manuais e deslocamentos a áreas remotas por tecnologia de ponta. Combinando medidores de vazão eletromagnéticos, dataloggers e modens que transmitem dados diretamente para a nuvem, a operação passou a contar com informações de consumo em tempo real, apresentadas em dashboards executivos. 

Essa modernização reduz a exposição de colaboradores a riscos ocupacionais, evita superextrapolações de outorgas, diminui emissões associadas a deslocamentos e utiliza inteligência de dados para preencher automaticamente os formulários exigidos pelos órgãos ambientais. O resultado é uma operação mais segura, eficiente e alinhada às melhores práticas de sustentabilidade hídrica na mineração.

Imagem: Washington Alves

EFVM

Sistema de reuso direto

A Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) é um dos principais corredores logísticos da Vale, desempenhando papel estratégico no transporte de minério de ferro e de diferentes tipos de carga. Ao longo do trecho ferroviário, adotamos práticas sustentáveis de gestão hídrica, com destaque para o reuso de efluente tratado proveniente das estações de tratamento, utilizado na irrigação de jardins e na umectação de vias.

Em 2025, implementamos uma melhoria significativa com a instalação de um sistema de reúso direto, permitindo a irrigação de jardins sem a necessidade de caminhões-pipa. A solução reduziu custos operacionais, aumentou a segurança das atividades.

Como resultado das ações de eficiência hídrica em 2025 alcançamos um volume combinado de reuso de efluentes e aproveitamento de água de chuva de aproximadamente 41 milhões de litros.

Imagem: Washington Alves

Complexo Tubarão

Implantação do sistema de reservação do Pátio K

Melhoria do controle operacional do processo de distribuição e reservação de água de reuso do site de Tubarão com a implantação de tanques que totalizam aumento da capacidade de reservação de 50.800 m³.

O projeto teve como principal objetivo aumentar o armazenamento de água de chuva, amortecer variações de vazão, principalmente para equalizar a vazão para o sistema de tratamento de efluente na ETE MFE, e reduzindo os volumes de lançamento de efluente para corpo hídrico.

Além disso, houve melhoria do controle operacional da ETE MFE com equalização da vazão de entrada e garantia do tempo necessário de detenção de cada etapa de tratamento, redução de descarte de efluentes em ponto licenciado pelo órgão ambiental, otimização e reaproveitamento hídrico, que contribui para a sustentabilidade do processo produtivo e segurança hídrica.

Imagem: Ricardo Teles

Itabira

Projeto Rio Tanque

Como muitas regiões do Brasil, Itabira enfrenta há décadas desafios relacionados ao abastecimento de água. O Projeto Rio Tanque é resultado de um compromisso firmado em 2020 entre a Vale, o Ministério Público de Minas Gerais, a Prefeitura de Itabira e o SAAE. Por meio dessa iniciativa, reafirmamos nossa responsabilidade em contribuir para o desenvolvimento sustentável do município, unindo engenharia, inovação e cuidado com as pessoas para garantir maior segurança hídrica e qualidade de vida para toda a região.

O Projeto Rio Tanque contempla a construção de uma adutora de 25 quilômetros, ligando o Rio Tanque à Estação de Tratamento de Água localizada no bairro Campestre. A planta terá capacidade para tratar até 600 litros por segundo, o que representa 50% a mais do que a atual demanda urbana de Itabira.

Esse projeto representa o maior investimento da Vale na região (R$ 1,17 bilhão) e deverá gerar até 1.200 empregos no pico das obras.
 

Imagem: Isaque Júnior

Salobo

No complexo Minerador de Salobo em Marabá/PA implementamos controles ambientais em todas as drenagens que incidem nas áreas de disposição de minério e áreas operacionais da Usina. 

Esses controles são compostos por bacias de sedimentação com dimensões suficientes para conter finos, armazenar o volume de água pluvial e de drenagem fundo, e garantir a operacionalidade do sistema de bombeamento. O Sistema foi automatizado e é controlado por um supervisório pela equipa de drenagem de mina, sendo possível acompanhar os níveis das estruturas, visualizar possíveis falhas, acionar o conjunto de bombas, além de acompanhar os volumes bombeados. 
Este controle proporciona o gerenciamento das águas de drenagem evitando o lançamento direto para corpos hídricos, e ainda é possível reutilizar essa água acumulada para umectação de vias, além do bombeamento para a Barragem de rejeitos para reuso no processamento mineral da Usina.

Complexo Paraopeba

Na Mina de Fábrica, foi implantado um sistema integrado de controle ambiental no córrego Água Santa, com foco na melhoria da qualidade da água e no desempenho ambiental da unidade.  

A instalação de filtros de gradação granulométrica atuou como uma barreira para diminuição da energia da água, bem como para retenção de sedimentos de maiores granulometrias. Em seguida, as cortinas de turbidez funcionaram como barreiras físicas para a decantação das partículas mais finas. Por fim, foram aplicadas pastilhas químicas com agentes de floculação e coagulação, acelerando o processo de sedimentação e otimizando o tratamento da água. A combinação dessas técnicas somadas a um rigoroso manejo operacional, foram essenciais para a eficiência do sistema. 

Complementarmente, em junho/25, foi concluída a instalação da estação automática para monitoramento, com transmissão de dados on line da qualidade da água, à jusante dos controles ambientais do córrego Água Santa. Além disso, foi implementada  

estação piloto de tratamento de efluente, no dreno de fundo da PDE ponto 3, para remoção de manganês dissolvido, conforme Plano Diretor Ambiental da Mina de Fábrica. A estação possui eficiência de 90% na redução média da concentração de Manganês. 

Complexo Mariana

A Sala de Sinergia foi criada na Mina de Capanema com o propósito de integrar diferentes áreas na análise e mitigação de desvios internos relacionados à qualidade da água. Funcionando como um centro colaborativo, o espaço permite a discussão de ocorrências hídricas, com destaque para os dados de turbidez monitorados diariamente nos pontos de controle internos. 

A iniciativa visa aumentar a eficiência na gestão dos recursos hídricos, investigando causas como falhas operacionais, variações climáticas ou interferências nos processos. Com uma abordagem multidisciplinar, a sala reúne profissionais das áreas de meio ambiente, geotecnia, infraestrutura e operação de mina, promovendo a troca de informações e o desenvolvimento de soluções integradas. 
The initiative aims to increase efficiency in water resource management by investigating causes such as operational failures, climate variations, or process interference. With a multidisciplinary approach, the room brings together professionals from the areas of environment, geotechnics, infrastructure, and mine operations, promoting the exchange of information and the development of integrated solutions.

Estrada de Ferro Vitória Minas

Na gestão dos recursos hídricos da Estrada de Ferro Vitória a Minas priorizamos a redução do consumo de água nova, privilegiando o uso de fontes sustentáveis e ampliando o reúso de efluentes líquidos tratados e a captação de água da chuva. Em 2024, alcançamos um volume de reúso de 42 milhões de litros nas unidades operacionais.  

Em 2012 se iniciou a instalação de diversos pontos para captação de água da chuva, reduzindo a demanda sobre fontes de água potável e promovendo práticas sustentáveis. Essa água é utilizada na limpeza de pátios e máquinas, umectação de vias e irrigação de áreas verdes. Para manter essa prática, as áreas avaliam constantemente as oportunidades e mantêm as manutenções das estruturas existentes. Em 2024, foi mapeado que cerca de 5% da demanda total de água da unidade operacional correspondeu à água precipitada e utilizada pela área. 
 

Estrada de Ferro Carajás

No Entreposto de Açailândia foi implementada a gestão da bacia de sedimentação de forma a promover a melhor eficiência dos usos das águas de chuvas e processos, buscando a reutilização do recurso principalmente para as atividades de controle ambiental (umectação de vias pavimentadas e não pavimentadas). 

Nos últimos anos, o volume de água reutilizada correspondeu em média a 47% da demanda total de água da unidade, totalizando 28.383 m³, volume suficiente para encher 11 piscinas olímpicas. 

A iniciativa contribuiu com a Meta Água da Vale, iniciada em 2018, e evitou o lançamento de efluentes pluviais em corpos receptores. 
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Relatórios e Publicações