

Nossa gestão em biodiversidade
Nossa gestão em biodiversidade
Por meio de parcerias e engajamento, queremos que as nossas ações enderecem não apenas a gestão dos impactos negativos, como também gerem resultados positivos nas atividades da empresa e para além das nossas fronteiras, de modo a contribuir com um futuro positivo para a natureza no contexto global.
Por se tratar de um tema transversal, natureza e biodiversidade são regidas por nossa Política de Sustentabilidade, com o propósito de prevenir e minimizar riscos e impactos negativos e potencializar impactos positivos, gerando valor social, ambiental e econômico para além das atividades da Companhia. Como direcionador da Política, destaca-se a busca por resultados positivos para a natureza a partir do investimento em restauração, conservação e pesquisa, integrando biodiversidade, clima, água e pessoas. Essa política se aplica à Vale S.A. e suas controladas, durante todo o ciclo de vida de seus empreendimentos e em todos os seus territórios de atuação. Ela também orienta nossos fornecedores sobre as diretrizes inegociáveis da Vale para uma operação responsável. Importante destacar que a política está alinhada às metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (destacando-se as metas 1, 2, 3, 4, 11, 15, 20 e 21).
A governança de biodiversidade está integrada à estrutura da Vale, incluindo o Comitê de Sustentabilidade que é estatutário e apoia o Conselho de Administração, entre outros instrumentos e macroprocessos. O Comitê Executivo de Sustentabilidade tem como atribuições elaborar e submeter ao Conselho de Administração as diretrizes e o plano estratégico, levando em conta as questões socioambientais, e implementar o plano aprovado. Em 2021, o Conselho de Administração decidiu instituir a Vice-Presidência Executiva exclusiva de Sustentabilidade, que é responsável pela implementação das políticas e diretrizes gerais relacionadas a biodiversidade estabelecidas pelo Conselho, assim como pela identificação, abordagem e gestão de impactos, dependências, riscos e oportunidades relacionadas a natureza, assim como de questões críticas que resultem em riscos ou impactos nos negócios, bem como pela avaliação de propostas de investimentos em sustentabilidade. Uma das políticas que a Vice-Presidência Executiva de Sustentabilidade deve implementar é a Política de Sustentabilidade (leia mais em Governança).
A natureza e a biodiversidade estão integradas em nossos planos estratégicos de sustentabilidade e disseminadas por toda a empresa, alinhados à nossa Política de Sustentabilidade e à Norma Interna de Biodiversidade Corporativa. Nossas diretrizes e planos estratégicos são aprovados pelo Conselho de Administração, e sua implementação é monitorada em todas as áreas da empresa por meio de relatórios dos vice-presidentes executivos e da supervisão dos Comitês Consultivos. Os riscos de biodiversidade estão incluídos no mapa de riscos integrados e na gestão de riscos da empresa, e o Projeto Piloto TNFD informou a revisão do processo de gestão de riscos de biodiversidade a partir de uma avaliação integrada realizada por uma equipe multidisciplinar. Esse processo foi aprovado e é monitorado pelo Comitê Executivo de Riscos de Sustentabilidade.

Nota explicativa
Hierarquia de mitigação é uma abordagem sequencial de medidas para gestão da biodiversidade no planejamento e implantação de atividades produtivas – evitar, mitigar/minimizar, recuperar e compensar.
A gestão da biodiversidade está incorporada aos requisitos específicos no Modelo de Gestão Vale (VPS – Vale Production System), embasados no padrão normativo interno que traz Diretrizes e Processos para a Gestão da Biodiversidade. Esse documento foi publicado em 2020 (revisado em 2023) e se aplica a todos os projetos e operações, abrangendo as etapas de planejamento, implantação, operação e fechamento. As diretrizes e processos têm como base a hierarquia de mitigação de impactos, estão focadas na gestão de impactos e riscos de biodiversidade e apoiam o atingimento dos nossos compromissos.
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Metas e compromissos
Entre os compromissos da nossa agenda 2030, temos metas relacionadas à redução de pressões sobre a natureza e a biodiversidade (como a redução das nossas emissões e redução da captação de água nova) e a Meta Florestal – recuperar e proteger 500 mil hectares, que vai para além das nossas fronteiras buscando parcerias para deixar um resultado positivo para a natureza na escala da paisagem.
Meta Florestal
A Meta Florestal faz parte do compromisso da Vale de alavancar a agenda de proteção e recuperação por meio de parcerias, além de fazer parte da estratégia de clima da Vale para atingir a Meta de ser NetZero até 2050.
A Meta Florestal é composta de dois objetivos: recuperar 100 mil hectares e proteger 400 mil hectares. Esse é um compromisso voluntário, que vai além das nossas obrigações legais, visando contribuir com resultados para um futuro positivo para a natureza. Essa meta foi definida a partir de um baseline de 2019, que indica que mais de 80% de nossas áreas impactadas estavam associadas aos biomas da Mata Atlântica e Amazônia, assim como nossa capacidade de atuar na conservação e restauração. Em 2019, nosso baseline era de aproximadamente 850 hectares de áreas protegidas pela Vale (áreas próprias e em parcerias). Importante destacar que essa meta está alinhada aos objetivos do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, com destaque para as Metas 2, 3 e 10. A estratégia para atingimento dessa meta foi baseada no estabelecimento de parcerias, inspirada pela atuação da Reserva Natural Vale e do Fundo Vale, com foco em desenvolver capacidades e negócios focados nessa agenda, ampliando assim os resultados para além desse compromisso.
A RNV é uma área protegida de propriedade da Vale, localizada no estado do Espírito Santo, no Brasil, que representa um dos maiores remanescentes de Mata Atlântica, totalizando 23 mil hectares e mais de 40 anos de experiência em conservação, pesquisa e parcerias. O Fundo Vale é um fundo de fomento e investimento criado pela empresa em 2009 para gerar impacto socioambiental positivo.
Para proteger 400 mil hectares, estamos trabalhando com um modelo similar adotado na Amazônia e na Mata Atlântica há quase 40 anos, usando a expertise da RNV e estabelecendo parcerias com áreas protegidas para apoiar ações de conservação. Em 2022, começamos a estudar alternativas de proteção, como os projetos de REDD+ , buscando maior integração aos compromissos de clima. Como resultado, até 2024, temos 200.093 mil hectares protegidos em parceria com unidades de conservação, e, desse total, 85 mil hectares foram protegidos por meio de projetos de REDD+13. Essas áreas ajudam a manter um importante estoque de carbono, apoiando a agenda de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, favorecendo a regulação climática. As ações da meta suportam a gestão e a conservação efetiva dessas áreas, engajando as comunidades locais.
Em 2024 atingimos um marco importante, alcançamos 50% do nosso objetivo de proteção da Meta Florestal – 200.000 hectares protegidos para além das nossas fronteiras.
Nota explicativa
REDD+ (sigla em inglês para Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal) é um incentivo desenvolvido no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) para recompensar financeiramente países em desenvolvimento pelos seus resultados de redução dos gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal.
Conheça a Teoria de Mudança da Meta Florestal.
Avanço da Meta Florestal até 2024

Abrangência das ações da Meta Florestal - Distribuição geográfica 500 mil hectares

Compromisso de nenhuma perda líquida (No Net Loss)
Esse compromisso está alinhado as metas do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, destacando-se aqui a Meta 15 que trata da gestão, redução e reporte de impactos e riscos de biodiversidade.
Nossa estratégia envolve a análise de riscos de biodiversidade e priorização de atributos trazendo a Hierarquia de Mitigação de Impactos (HMI) como base para a construção de Planos de Ação e Planos de Gestão, assim como para a melhoria daqueles já implantados. A construção desses planos envolve especialistas e partes interessadas internas e externas, além de estimular a produção de conhecimento científico para apoiar decisões e metas específicas de cada projeto ou operação.
O Projeto Piloto do Plano de Gestão da Mina do S11D, em Carajás permitiu o aprofundamento e adaptação dos padrões de desempenho internacionais da IFC (sigla em inglês de Corporação Financeira Internacional, instituição membro do Banco Mundial) para a nossa realidade. Em 2020, publicamos nosso padrão normativo interno com as diretrizes e processos para gestão da biodiversidade, revisado em 2023. Esse normativo inclui todos os estágios da hierarquia de mitigação de impactos, com ações de compensação por meio da recuperação e conservação de áreas como base para neutralizar a perda de habitats (sem desmatamento líquido) e espécies.
Resumo dos processos previstos no padrão normativo


Case de implementação do normativo
A partir das ações de restauração, foi possível conectar florestas antes separadas por áreas degradadas. Plantamos quase um milhão de mudas, restaurando a floresta ao longo de mais de cinco mil hectares. O monitoramento dessas áreas vem detectando a presença de felinos como a onça pintada (Panthera onca) e a jaguatirica (Leopardus pardalis), animais topo da cadeia alimentar, o que indica o avanço no restabelecimento da biodiversidade nessas áreas.

Um estudo desenvolvido pelo ITV concluiu que esses esforços de restauração florestal reverteram efetivamente a trajetória de degradação ambiental predominante na paisagem e proporcionaram ganhos consideráveis de biodiversidade para a região. Veja mais aqui.
O plano de compensações enfocou a conservação de cavidades e dos campos rupestres ferruginosos. Com atenção às serras do Tarzan e da Bocaina, apoiamos o ICMBio no estabelecimento e na proteção do Parque Nacional dos Campos Ferruginosos de Carajás.



Compromisso de não operar em Sítios do Patrimônio Natural da Unesco
Ajudamos a proteger parte de um importante sítio – Reservas da Costa do Descobrimento da Mata Atlântica, com a conservação da Reserva Natural Vale (RNV) e da Reserva Biológica (REBio) de Sooretama.
A RNV é uma propriedade Vale localizada no Espírito Santo, com 23 mil hectares de Mata Atlântica destinados voluntariamente à conservação e pesquisa. A REBio de Sooretama é uma área protegida federal contígua à RNV com a qual temos uma parceria para apoiar ações de conservação. Juntas, formam o maior bloco de remanescentes da Mata Atlântica do Estado, com cerca de 50 mil hectares, onde espécies ameaçadas e endêmicas vivem protegidas.
Alinhamento às agendas globais e nacionais

Como membro do ICMM, a Vale participou ativamente da elaboração da nova Declaração de Posicionamento de Natureza e se compromete a contribuir com um futuro positivo para a natureza, apoiando e participando ativamente adotando compromissos relacionados a redução e gestão de impactos em suas operações, atuando diretamente em sua cadeia de valor, buscando parcerias para atuar na recuperação e conservação na paisagem, alavancando transformações sistêmicas e dando transparência às suas ações e resultados.
Como membro do CEBDS, a Vale se comprometeu com o Compromisso Empresarial Brasileiro para a Biodiversidade, deixando clara a importância da biodiversidade e serviços ecossistêmicos para nosso negócio e demonstrando nossos avanços na conservação e uso sustentável dos mesmos.
Como membro da Coalizão Life desde 2024, a Vale se une a empresas e instituições financeiras líderes em busca de métodos para mensurar a biodiversidade e acelerar a conservação global através de ações concretas e soluções transformadoras.
Nossas dependências e impactos
Para mapear e avaliar esses impactos, são elaborados diagnósticos específicos que compreendem desde o planejamento da entrada em novos territórios até a concepção final dos projetos, visando avaliar possíveis interferências em áreas de patrimônio natural, áreas protegidas, assim como hábitats e espécies sensíveis. Todas as expansões de operações e novos projetos são precedidos de estudos de impactos ambientais, de acordo com as normas e regulamentações de cada país e região em que se inserem. Esses impactos são reportados anualmente pelas áreas de meio ambiente operacionais para a área corporativa. A partir desses reportes, são avaliados os impactos mais materiais, de acordo com a frequência de reporte e avaliação dos mesmos.
A implementação da abordagem LEAP do TNFD confirmou os resultados relacionados aos impactos mais materiais já acompanhados nos reportes anuais. Para avaliação da materialidade dos impactos para cada processo produtivo (mineração, ferrovia, porto) foi utilizado o ENCORE. Os drivers de impacto foram mensurados a partir de dados relacionados a emissões, uso da água, poluentes, resíduos e biodiversidade reportados anualmente pelas operações e disponíveis em nível corporativo no Databook ESG Vale 2023. Foram usados os dados disponíveis para o período de 2018 a 2022. Nossos impactos mais materiais são relacionados ao uso de água e alterações nos ecossistemas naturais.
Embasados pela hierarquia de mitigação de impactos, implementamos medidas de prevenção, controle, mitigação, recuperação e compensação, com o objetivo de reduzir e neutralizar nossos impactos e incorporar a conservação da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos às atividades da empresa. Nossas ações respeitam as obrigações legais, mas buscamos, sempre que possível, implementar ações adicionais voltadas para a restauração e conservação e com foco na paisagem.

A partir de uma avaliação da localização das nossas operações e dos resultados de reporte anual de indicadores, nossos principais impactos envolvem alterações em ecossistemas, principalmente a partir da alteração no uso do solo e na cobertura vegetal, resultando na perda localizada da flora e na redução ou alteração dos hábitats da fauna. Em 2024, a área total afetada pelas operações da Vale totalizou 100.267 hectares (nosso footprint). Esse número inclui as áreas já alteradas para implantação de nossas operações, bem como aquelas que já receberam autorização formal dos órgãos reguladores ambientais para a implementação/operação. Grande parte dessa área está localizada no Brasil, interferindo nos biomas Amazônia e Mata Atlântica.
Sempre consideramos em nosso planejamento e estratégia a dependência dos nossos negócios em relação a provisão de água. Em 2024, a partir da implementação da abordagem LEAP do TNFD, mapeamos as dependências materiais em nossos diferentes processos (mineração, ferrovia e portos). Mapeamos uma grande dependência dos ativos atrelada a provisionamento de água (subterrânea e superficial), e também a regulação climática, estabilização de massa e controle de erosão. Nos processos de mineração as dependências de maior materialidade são a provisão de água (água subterrânea e superficial), manutenção do fluxo de água e regulação climática. Para as ferrovias, as dependências de maior materialidade são estabilização de massa e controle de erosão e para os portos, a provisão de água (água subterrânea e superficial) (ver riscos associados aos impactos e dependências em Gestão de Riscos da Biodiversidade).
Áreas de Alto Valor para a Biodiversidade
| Extensão de alteração no uso do solo em áreas de alto valor para a biodiversidade (GRI 304-1/2024) | Hectares |
|---|---|
Área total impactada (área superficial e subterrânea)
|
100.268
|
Área total impactada em Wilderness
|
61.563
|
Área total impactada em Hotspots
|
30.332
|
Áreas impactadas em áreas protegidas
|
35.370
|
Áreas impactadas adjacentes a áreas protegidas
|
39.406
|
Áreas impactadas em áreas prioritárias para conservação fora de áreas protegidas
|
26.551
|
Áreas impactadas adjacentes a áreas prioritárias para conservação fora de áreas protegidas
|
23.576
|
Em relação a outras classes de áreas de alta importância para a biodiversidade, nossas operações apresentam interferências ou são adjacentes a algumas Áreas-chave para a Biodiversidade (KBA – Key Biodiversity Areas, em inglês) e a Sítios Ramsar (locais de importância ecológica definidos na Convenção sobre as Zonas Úmidas de Importância Internacional), de acordo com a tabela:
Áreas-chave para a Biodiversidade
| País/Localidade | Tipo de operação | Categoria da área importante para a biodiversidade¹ | Posição |
|---|---|---|---|
Brasil/ Mariana
|
Mina/Usina
|
KBA
|
Contém porções
|
Brasil/ Ipatinga
|
Logística/ferrovia
|
Sítio Ramsar
|
Adjacente²
|
Brasil/ Carajás
|
Logística/ferrovia
|
KBA
|
Contém porções
|
Brasil/ Carajás
|
Mina/Usina
|
KBA
|
Sobrepõe
|
Brasil/ São Luis
|
Logística/Porto e Ferrovia
|
Sítio Ramsar
|
Contém porções
|
Brasil/ São Luis
|
Logística/Porto e Ferrovia
|
KBA
|
Contém porções
|
Omã/ Sohar
|
Pelotização/Centro de Distribuição
|
KBA
|
Contém porções
|
País de Gales/ Clydach
|
Usina
|
Sítio Ramsar
|
Adjacente²
|
2. Para área adjacente foi considerado o buffer de 10 km a partir dos limites externos das áreas de alta importância para a biodiversidade, e avaliada sua sobreposição em relação à área da unidade operacional.
Operações que geram impactos significativos em áreas de alto valor para a biodiversidade requerem Planos de Gestão da Biodiversidade. Nas nossas 47 unidades operacionais avaliadas em 2024, 44 (93,6%) necessitavam da elaboração de planos de gestão de biodiversidade (GRI G4 MM2).
Todas as unidades operacionais que necessitam de planos tem programas e ações específicas de biodiversidade relacionadas as etapas da hierarquia de mitigação (controles, mitigação, recuperação e compensação). Das 47 unidades avaliadas, 44 precisam de planos de gestão da biodiversidade. Todas elas têm planos específicos com ações relacionadas às etapas da hierarquia de mitigação de impactos (monitoramento, recuperação/restauração e compensação da biodiversidade) e uma (CPBS) não exige planos, mas possui programas em andamento alinhados com o plano do TIG (ver no ESG Databook, Dados Ambientais, GRI – G4 MM2). Cinquenta e dois planos estão totalmente implementados (algumas áreas possuem mais de um plano), um plano está em implementação pela Refinaria Clydach com previsão de concretização nos próximos 12 meses, além disso, este local já possui estudos de biodiversidade implementados. Um plano está sendo planejado para Port Colborn, que já possui programas de biodiversidade em vigor, mas o plano existente para Sudbury foi adaptado para se alinhar com os padrões da Mining Association of Canada (MAC) Towards Sustainably Mining (TSM) para gerenciar questões de biodiversidade.
Conservação e restauração
Áreas protegidas pela Vale
| Área protegida | Localização | Bioma | Propriedade | Área (hectares) |
|---|---|---|---|---|
Floresta Nacional de Carajás
|
Brasil (Pará)
|
Floresta Amazônica
|
Parceria ICMBio¹
|
391.004
|
Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri
|
Brasil (Pará)
|
Floresta Amazônica
|
Parceria ICMBio¹
|
114.240
|
Floresta Nacional do Itacaiúnas
|
Brasil (Pará)
|
Floresta Amazônica
|
Parceria ICMBio¹
|
136.592
|
Reserva Biológica do Tapiparé
|
Brasil (Pará)
|
Floresta Amazônica
|
Parceria ICMBio¹
|
99.198
|
Área de Proteção Ambiental do Igarapé do Gelado
|
Brasil (Pará)
|
Floresta Amazônica
|
Parceria ICMBio¹
|
23.269
|
Parque Nacional dos Campos Ferruginosos
|
Brasil (Pará)
|
Floresta Amazônica
|
Parceria ICMBio¹
|
21.997
|
RPPN Serra Leste
|
Brasil (Pará)
|
Floresta Amazônica
|
Própria
|
150
|
Parque Botânico em São Luís
|
Brasil (Maranhão)
|
Floresta Amazônica
|
Própria
|
110
|
Monumento Serra das Torres
|
Brasil (Espírito Santo)
|
Mata Atlântica
|
Parceria IEMA
|
10.458
|
Reserva Biológica Duas Bocas
|
Brasil (Espírito Santo)
|
Mata Atlântica
|
Parceria IEMA
|
2.910
|
Floresta Nacional de Goytacazes
|
Brasil (Espírito Santo)
|
Mata Atlântica
|
Parceria ICMBio1
|
1.425
|
Parque Botânico de Tubarão
|
Brasil (Espírito Santo)
|
Mata Atlântica
|
Própria
|
30
|
Reserva Natural Vale
|
Brasil (Espírito Santo)
|
Mata Atlântica
|
Própria
|
22.710
|
Reserva Biológica de Sooretama
|
Brasil (Espírito Santo)
|
Mata Atlântica
|
Parceria ICMBio¹
|
27.800
|
Reserva Biológica Augusto Ruschi
|
Brasil (Espírito Santo)
|
Mata Atlântica
|
Parceria ICMBio¹
|
3.598
|
Parque Estadual Cunhambebe
|
Brasil (Rio de Janeiro)
|
Mata Atlântica
|
Parceria INEA²
|
38.053
|
Reserva Biológica União
|
Brasil (Rio de Janeiro)
|
Mata Atlântica
|
Parceria ICMBio¹
|
7.756
|
RPPNs, Reseva Florestal e Áreas de Servidão Ambiental
|
Brasil (Minas Gerais)
|
Mata Atlântica
|
Própria
|
21.830
|
Áreas de proteção de quatro pequenas centrais hidrelétricas (PCHs)
|
Brasil (Minas Gerais)
|
Mata Atlântica
|
Própria
|
330
|
Reserva Biológica da Mata Escura
|
Brasil (Minas Gerais)
|
Mata Atlântica
|
Parceria ICMBio¹
|
50.892
|
Centro Ecológico Vale Malásia (Vale Eco Center)
|
Malásia
|
Sundaland
|
Própria
|
289
|
Total
|
-
|
-
|
-
|
974.641
|
[2] Fonte: Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Governo do Rio de Janeiro.
Indicadores de recuperação e restauração
Quantidade de terras – próprias ou arrendadas, usadas para atividades produtivas ou extrativistas – alteradas ou reabilitadas (2024)
| Saldo de abertura e fechamento¹ | Hectares |
|---|---|
Áreas impactadas (Saldo de Abertura)
|
61.612
|
Áreas impactadas no ano de referência
|
735
|
Áreas em recuperação permanente no ano de referência
|
577
|
Áreas impactadas (Saldo de Fechamento)
|
61.771
|
Pesquisa e parcerias
Buscamos estudos ambientais consistentes, atividades de mitigação, recuperação e compensação que constituam planos de ação eficazes, além de fomentar a geração e divulgação de conhecimento. Para apoiar nossa estratégia, mantemos o Instituto Tecnológico Vale (ITV), um centro de pesquisa que atua na Amazônia desde 2010. Com sede em Belém (PA), o ITV é referência em conhecimento científico da biodiversidade, restauração de habitats, eDNA para monitoramento de áreas, mudanças climáticas e biotecnologia.
Em outubro de 2024, o ITV tinha R$ 946,63 milhões de investimentos acumulados em pesquisa, 2.165 publicações científicas, 298 projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, 339 pesquisadores bolsistas e 68 pesquisadores permanentes.

Em novembro de 2022, durante a Conferência do Clima (COP 27), lançamos a Biomas, uma nova empresa focada em restaurar e proteger, ao longo de 20 anos, 4 milhões de hectares de matas nativas em diferentes biomas brasileiros, como Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. A iniciativa é resultado de uma parceria com as empresas Itaú Unibanco, Marfrig, Rabobank, Santander e Suzano.
A Biomas lançou recentemente o Projeto Muçununga, que realizará o plantio de mais de 70 espécies nativas da Mata Atlântica no sul da Bahia, recuperando 1.200 hectares.

Desde 2021, a Vale possui um acordo de cooperação técnica com o Instituto Marcos Daniel (IMD), uma associação privada sem fins lucrativos, para a conservação da saíra-apunhalada (Nemosia rourei), espécie de ave endêmica da Mata Atlântica do Espírito Santo e criticamente ameaçada de extinção globalmente. A Reserva Natural Vale apoia atividades de levantamento florístico, recuperação de áreas degradadas, monitoramento e busca de ninhos, para prevenir sua extinção e apoiar sua sobrevivência a longo prazo.

Em 2022, iniciamos uma parceria com a Agência Paulista de Tecnologia e Abastecimento, com foco na pesquisa de técnicas de propagação e multiplicação de plantas raras e endêmicas dos campos rupestres de Minas Gerais. A Rede Propagar estabelece a cooperação entre pesquisadores de universidades e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), como:
• Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
• Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP)
• Universidade Federal de Uberlândia (UFU)
• Universidade Federal de Viçosa (UFV)
• Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e
• Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
Reportes (TNFD e CDP Florestas)
TNFD
Desde 2022, somos membros do Fórum TNFD, participando de reuniões e fornecendo feedbacks sobre a estrutura da plataforma. Fazemos parte do grupo liderado pelo Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM na sigla em inglês) de Parceiros do Programa Piloto da TNFD, assim como parte do Grupo Consultivo Brasileiro, liderado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

- Nossos impactos de maior materialidade estão relacionados ao uso da água, às emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a alterações no uso de ecossistemas terrestres.
- Nossas dependências de maior materialidade são relacionadas à provisão de água (subterrânea e superficial), à regulação climática e ao controle de erosão.
- A avaliação dos riscos mostra aderência da metodologia de avaliação de riscos da TNFD à gestão de riscos feita pela Vale. Nossos principais riscos materiais estão relacionados a alterações nos regimes climáticos, diminuição na disponibilidade de recursos hídricos e alterações em áreas de alto valor para a biodiversidade, com ocorrência de espécies endêmicas e ameaçadas.
Em 2024, avançamos na implantação da abordagem LEAP do TNFD para as operações fora do Brasil. Além disso, aprimoramos nossa avaliação dos riscos à biodiversidade com a criação do Grupo de Trabalho de Avaliação de Riscos à Biodiversidade, um grupo multidisciplinar para discutir e integrar a metodologia de Avaliação de Riscos da Vale com a abordagem proposta pela TNFD. Esse grupo de especialistas em risco, estratégia e biodiversidade aprimorou as análises de riscos à biodiversidade, e os riscos estratégicos à biodiversidade passaram a fazer parte do mapa de riscos integrados da empresa, com melhoria dos controles já implementados e propostas que serão implementadas nos próximos anos.

Cadeia de valor
Em 2022, dentro do nosso programa de Compras Sustentáveis, construímos a Matriz de Criticidade ESG da cadeia de fornecedores, elaborada a partir da segmentação da base de fornecedores no Brasil, análise das categorias de compras sob a perspectiva de riscos ambientais, sociais e de governança e em alinhamento às diretrizes da ISO 20400 – Compras Sustentáveis. Com essa matriz, revisada em 2024, classificamos nossos fornecedores conforme seus potenciais impactos e riscos ESG, considerando intensidade de emissões de gases de efeito estufa, biodiversidade, gestão de resíduos, gestão de recursos hídricos, integridade, trabalho análogo a escravo, trabalho infantil entre outros.
Entre os mais de 6,2 mil fornecedores com os quais tivemos relações contratuais em 2024, cerca de 2% são classificados como críticos (risco alto e muito alto) para biodiversidade e água. Entre os próximos passos para 2025 estão o mapeamento da maturidade desses fornecedores e a realização de capacitações.
Saiba mais em Fornecedores.

CDP
CDP Questionário 2024 (disponível em setembro)
Saiba mais
Gestão de Riscos de Biodiversidade
A Vale reconhece a relevância da conservação dos ecossistemas e da biodiversidade e está aperfeiçoando as políticas e os processos de avaliação de riscos, em conformidade com a Força-Tarefa de Divulgação Financeira Relacionada à Natureza (TNFD). Desde 2015, temos aplicado uma avaliação de sensibilidade/risco de biodiversidade para entender a interface de todas as nossas operações e projetos com a natureza, assim como priorizar áreas com altos riscos para a biodiversidade. A análise incluiu nove categorias de áreas e/ou territórios relevantes para a biodiversidade, de acordo com organizações globais e nacionais (Áreas Chave de Biodiversidade - KBA, Áreas Protegidas, Hotspots, ocorrência de Espécies Ameaçadas de Extinção, entre outras) às quais foram atribuídos pesos que caracterizam sua sensibilidade e valor em relação à biodiversidade. As áreas priorizadas como de alto risco para a biodiversidade são aquelas localizadas no Brasil, na Amazônia (Carajás) e na Mata Atlântica (Quadrilátero Ferrífero). Essas áreas possuem ações de gestão de impactos e riscos específicos, consolidados em planos de gestão e ação que vem sendo implantados em cumprimento a requisitos legais e de maneira voluntária, aprimorados a cada ano.
Mapeamos os riscos relacionados à natureza em nossas operações diretas localizadas no Brasilcom base na avaliação das nossas dependências e impactos mais materiais, a partir da implementação da abordagem LEAP do TNFD. Para avaliação dos processos produtivos e da materialidade dos impactos e dependências utilizamos a ferramenta de materialidade da SBTN e o ENCORE, calibrando os resultados de acordo com expertises de nossa equipe. Identificamos que a metodologia e processos utilizados pela Vale são aderentes ao proposto pelo TNFD, sendo que os principais riscos materiais mapeados já são conhecidos e geridos.

Em relação ao risco de alterações em áreas de alto valor para a biodiversidade, com ocorrência de espécies endêmicas e ameaçadas, o normativo interno Diretrizes e Processos para Gestão da Biodiversidade foca no mapeamento de atributos e análise de riscos de biodiversidade, abrangendo todas as áreas de nossos negócios, operações e projetos, tendo como base a Hierarquia de Mitigação de Impactos e o padrão de desempenho PS6 IFC. Além disso, o investimento em pesquisa científica e geração de conhecimento sobre as espécies endêmicas e ameaçadas com ocorrência em nossas áreas de interesse embasa nossas decisões focadas em evitar e reduzir impactos e as ações de restauração e conservação.
Existem na Vale processos contínuos de gestão de riscos e impactos estabelecidos nas operações e projetos, com foco na identificação, prevenção, mitigação e tratamento de riscos e impactos negativos relacionados a biodiversidade. Conforme relatado no CDP Forest, todas as atividades planejadas e executadas na Vale são apoiadas por procedimentos específicos para identificar riscos associados e definir controles críticos para eliminar, controlar e/ou mitigar. A Vale possui uma Política de Gestão de Riscos, uma Norma de Gestão de Riscos e um procedimento normativo interno voltado para a definição de critérios e processos para a identificação, análise e classificação de riscos ambientais, além de ferramentas específicas para gestão e monitoramento.
Em 2024 aprimoramos nossa avaliação dos riscos à biodiversidade, discutindo e integrando a metodologia de Avaliação de Riscos da Vale com a abordagem proposta pela TNFD (LEAP – Avaliar). Os riscos estratégicos à biodiversidade foram avaliados e passaram a fazer parte do mapa de riscos integrados da empresa, com melhoria dos controles já implementados e propostas que serão implementadas nos próximos anos.
Conheça mais sobre o processo de Gestão de Riscos da Vale.