A atuação da Vale é pautada pela gestão de riscos e impactos de suas atividades sobre os territórios e pelo respeito à diversidade cultural e aos direitos dessas comunidades, reconhecendo a relação diferenciada que elas têm com o território, que envolve não só aspectos físicos e socioeconômicos, mas também culturais e espirituais.
O relacionamento com essas comunidades tem o foco na construção e na manutenção da confiança, no apoio à autonomia e à resiliência, contribuindo para benefícios mútuos e para a promoção do etnodesenvolvimento dessas comunidades.
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Atualmente, a Vale desenvolve atividades em territórios tradicionais em países onde há legislação vigente, como é o caso do Canadá, em que a empresa mantém os mesmos compromissos sobre os direitos dos Povos Indígenas.
Nossa estratégia também apoia a jornada à “Verdade e Reconciliação” (Truth and Reconciliation, em inglês) no Canadá, contribuindo com os esforços para fortalecer as relações com esses povos originários, reconhecendo e respeitando seus direitos. Nesse sentido, o relacionamento da Vale com essas comunidades objetiva acordos de longo prazo que visam à construção e à manutenção do relacionamento de confiança e o fortalecimento de parcerias.
Onde estamos presentes
Nos relacionamos, ainda, com 91 Comunidades Tradicionais, sendo 90 delas no Brasil e 1 no Chile. A diversidade dessas comunidades é grande, e seu conceito não é único. Para mapeá-las e caracterizá-las, a Vale considera a legislação vigente e normativos internacionais, ainda que haja diferenças entre elas. Dentre os critérios considerados estão a diversidade étnica, social e cultural; direitos específicos; a relação dessas populações com os territórios e seus recursos naturais. Assim, podemos citar relacionamento com comunidades quilombolas, ciganas, quebradeiras de coco, ribeirinhas e pescadores artesanais nos estados do Pará, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro e no Espírito Santo.
Povos Indígenas de relacionamento no Brasil
No Pará:
Kayapó
- Em implantação: programas previstos no Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) do empreendimento de Onça Puma.
Xikrin do Cateté
- Em implantação: programas previstos no Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) do empreendimento de Onça Puma, cumprimento de condicionante ambiental relacionada ao empreendimento Salobo. Acordo de longo prazo com ações em diversos eixos.
Gavião (Parkatêjê, Kyikatêjê, e Akrãtikatêjê)
- Em implantação: programas previstos no Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) do empreendimento Estrada de Ferro Carajás (EFC). Acordo de longo prazo com ações em diversos eixos.
No Maranhão:
Awá, Guajajara e Ka'apor
- Em implantação: programas previstos no Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) do empreendimento Estrada de Ferro Carajás (EFC). Acordo de longo prazo com ações em diversos eixos.
Em Minas Gerais:
Krenak
- Em implantação: Termo de Cooperação e Compromisso com linhas de apoio que visam incentivar a diversificação de suas atividades produtivas e o acesso e a permanência deste povo na universidade.
Pataxó e Pataxó Hã Hã Hãe
- Em implantação: ações de reparação devido ao rompimento da barragem, em Brumadinho.
- Firmados dois acordos em 2022 para indenizar os indígenas da Aldeia Katurãma e o grupo liderado por Dona Eline Pataxó. Em 2023, outro acordo de indenização abrangente foi celebrado com os povos Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe de Tronco Gervasio e Antônia.
No Espírito Santo:
Tupiniquim e Guarani
- Em implantação: programas previstos no Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBA-CI) relacionada ao empreendimento Estrada de Ferro Vitória-Minas (EFVM).
No Canadá, a Vale, por meio da Vale Base Metals, tem relacionamento com os Povos Indígenas:
- Ontario: Atikameksheng Anishnawbek First Nation, Sagamok Anishnawbek First Nation, Wahnapitae First Nation, Whitefish River First Nation, Metis Nation of Ontario (Region 1, 5, 9), Mississaugas of the Credit First Nation.
- Manitoba/Thompson: Nisichawayasihk Cree Nation (NCN), Tataskwayak Cree Nation (TCN), Manitoba Métis Federation.
- Newfoundland & Labrador: Innu Nation and Nunatsiavut Government.
As informações sobre comunidades de relacionamento são constantemente atualizadas em função de novas operações, projetos ou identificação de comunidades próximas às atividades da Vale.
90 Comunidades Tradicionais no Brasil e 1 no Chile
- 34 comunidades quilombolas nos estados do Maranhão, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro;
- 13 grupos de Pescadores Artesanais nos estados do Pará e Rio de Janeiro;
- 1 Comunidade Cigana Calon de Santa Bárbara, em Minas Gerais (relacionamento teve início após o rompimento da barragem de Brumadinho);
- 13 grupos de quebradeiras de coco no estado do Maranhão.
- 1 Comunidade Ribeirinha no Maranhão.
-
6 Comunidades Geraizeiras em Minas Gerais.
-
22 Povos e Comunidades de Tradição Religiosa Ancestral de Matriz Africana (PCTRAMA) no Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Nossa Atuação
Por esses princípios e padrões internacionais são estabelecidas diretrizes normativas que norteiam os trabalhos dos profissionais dedicados ao relacionamento com os Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, como o respeito à especificidade de cada comunidade, sua organização social e política, a implementação de processos participativos, sempre que possível com respeito à equidade de gênero e geracional, comprometidos com a Consulta e Consentimento Livre, Prévio e Informado (CLPI).
Vale's Archive
O objetivo é promover processos participativos que envolvam essas comunidades na elaboração de estudos de impacto, proposição de medidas mitigatórias e ou compensatórias, no desenvolvimento de negócios que respeitem seus direitos.
As principais diretrizes:
- Construir um relacionamento de confiança, respeito e promoção dos direitos às culturas, ao patrimônio e aos modos de vida;
- Reconhecer o direito ao uso da terra e da água, bem como o valor imaterial que esses recursos naturais representam para os Povos Indígenas;
- Promover e documentar o processo de consulta e o consentimento livre, prévio e informado relacionado às atividades da Vale e aos interesses das comunidades;
- Contribuir para a promoção do etnodesenvolvimento dessas populações;
- Gerir de forma eficiente os potenciais riscos e impactos das atividades da empresa sobre os territórios;
- Respeitar e fomentar os mecanismos de governança, de acordo com a especificidade da organização social de cada comunidade e garantindo, sempre que possível, a representatividade de gênero e geracional que possibilite a efetiva participação dessas populações;
- Divulgar para os Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais todos os canais de escuta e resposta da Vale e gerir adequadamente as manifestações registradas, conforme prazos estabelecidos nos normativos vigentes e/ou acordados com as comunidades.
Integração aos processos internos
Além dos procedimentos de gestão de riscos e de impactos, também são realizados programas, iniciativas e acordos voluntários com foco na contribuição para o etnodesenvolvimento dessas comunidades.
Arquivo Vale
As comunidades também têm acesso aos demais canais disponíveis conforme indicados no Fale Conosco.
Outras frentes importantes são: a qualificação de empregados e fornecedores que têm interface com essas comunidades nas áreas de influência de projetos e operações e o compromisso com a segurança das comunidades, que contempla a elaboração de Planos Integrados de Segurança das Comunidades, visando à prevenção de riscos e ao registro de eventuais incidentes que devem ser investigados e tratados, garantindo o menor impacto a todos os envolvidos (leia mais sobre as iniciativas para a segurança das comunidades).
Compromissos e metas
No Brasil, a Vale iniciou a implementação desse compromisso com o Povo Kayapó, por meio da contribuição para a elaboração de seu Protocolo de Consulta, conduzido de forma autônoma pela Associação indígena Floresta Protegida e concluído em 2024. Os Povos Guajajara, da Terra Indígena Caru e da Terra Indígena Rio Pindaré, e os Ka’apor, da Terra Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão, também foram engajados e participaram de capacitações sobre Direitos dos Povos Indígenas, em 2023 e 2024. Atendendo ao pedido da comunidade, foi iniciado em 2025 o curso de Gestão Ambiental, Mudanças Climáticas e Ação Política, elaborado e conduzido pela Faculdade Latina de Ciências Sociais (Flacso), como ação de implementação do PGTA das Terras Indígenas Caru e Rio Pindaré. Em 2024, o Povo Ka’apor começou a desenvolver seu Plano de Vida, que está previsto para ser concluído no 2º semestre de 2025.
Também em 2024, o povo Tupiniquim, da Terra Indígena Comboios, no Espírito Santo, foi engajado e participou de curso de extensão em Direitos Indígenas com certificação pela Flacso. Na sequência, deu início à elaboração de seu Protocolo de Consulta, com previsão de ser finalizado no 2º semestre de 2025.
Leia mais sobre questões envolvendo a Vale e os Povos Indígenas em Controvérsias.
Arquivo Vale
Saiba mais
Construção de relações de confiança
Nosso histórico de atuação com Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais se estrutura na construção e manutenção da confiança e no apoio à autonomia e à resiliência dessas populações. Conheça o resultado de algumas das nossas iniciativas.