

Ciente desses impactos negativos dos nossos negócios, a Vale assumiu compromissos públicos para minimizá-los, por meio da adoção de processos mais eficientes e sustentáveis e, também, de novas tecnologias de controle. Queremos ir além das obrigações previstas na legislação, em linha com a nossa estratégia global de liderar a transição para uma mineração de baixo carbono. Temos atenção especial à redução dos impactos causados pelas emissões atmosféricas nas comunidades do entorno das operações.
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Indicadores de desempenho
Emissão de SOx (mil toneladas)


Emissão de NOx (mil toneladas)


Emissão de material particulado (mil toneladas)


Evolução do desempenho
Observa-se uma estabilidade na eficiência das operações com relação às emissões de material particulado. Investimentos em melhorias de controles existentes estão previstos nas usinas de pelotização de Tubarão e espera-se uma redução das emissões, apesar do aumento de produção.
Para SOx, espera-se redução para os negócios de Pelotização em função de transição energética da Usina de São Luis e pela substituição gradual do diesel S500 pelo diesel S10 no Brasil.
Destaca-se que, os resultados de material particulado consideram as medições em fontes fixas (chaminés) das operações. Por questões técnicas de monitoramento e mensuração não são consideradas emissões difusas ou resultados de qualidade do ar. Para os resultados de SOx e NOx são consideradas as medições em fontes fixas e o cálculo em função do consumo de combustíveis em todos os negócios da Vale.


Estas são as nossas metas até 2030, na comparação com o ano-base de 2018:
- Reduzir em 16% as emissões de material particulado (MP);
- Reduzir em 10% as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx); e
- Reduzir em 16% as emissões de óxidos de enxofre (SOx).

Complexo Vargem Grande, Minas Gerais - Fotógrafo: Marcelo Rosa
Metas para 2030 (em mil toneladas)


As metas são absolutas e, apesar dos resultados de 2024 estarem abaixo da meta, existe a projeção de aumento das emissões nos próximos anos, em função da escalada da produção. As iniciativas para redução das emissões nos próximos anos são:
(i) sinergia dos projetos de redução de MP, NOx e SOx com o planejamento estratégico de baixo carbono;
(ii) incentivo ao desenvolvimento de tecnologias específicas que contribuam para a redução dessas emissões;
(iii) uso de biocombustíveis; e
(iv) aumento da eficiência operacional
Veja os indicadores completos do desempenho no Databook ESG.
Nossa gestão
Para isso, foram estabelecidos quatro pilares estratégicos de atuação:
1.
Governança de Emissões Atmosféricas
2.
Monitoramento das Emissões Atmosféricas
3.
Controle das Emissões Atmosféricas
4.
Gestão de Riscos e Impactos
Buscamos reduzir nossas emissões por meio de uma série de medidas, como o aprimoramento dos sistemas de controle, testes de produtos supressores de poeira e melhoria nos processos de gestão, entre outras. Os equipamentos utilizados no monitoramento das emissões e da qualidade do ar possibilitam atuação rápida em caso de desvios.
Tipos de fontes de emissão atmosférica
• Móveis: derivam de fontes móveis, como veículos automotores e embarcações. Elas são liberadas durante o funcionamento de motores de combustão interna.
• Pontuais: ocorrem de maneira localizada e concentrada em um único local, como um exaustor industrial, por exemplo.
• Difusas: provenientes de múltiplas fontes dispersas e menos facilmente identificáveis, como evaporação de solventes de produtos químicos.


• Monitoramento contínuo: consiste na análise quase instantânea das características qualitativas e quantitativas do efluente gasoso, por meio de dispositivos instalados na estrutura lateral das chaminés.
• Monitoramento descontínuo: também denominado amostragem isocinética, é realizado pela extração de uma amostra do efluente gasoso, seguida de análises em laboratório.
• Fator de emissão e teores de enxofre do combustível: cálculo das emissões conforme a característica dos equipamentos e teores de combustíveis, adotando referências técnicas e de literatura científica.
• Balanço de massa: é a quantificação de entrada, saída, acumulação, geração ou destruição da substância analisada, tomando como base de cálculo a diferença na emissão para o meio ambiente.
Além disso, em atendimento a condicionantes ambientais, também mantemos e operamos redes de monitoramento da qualidade do ar em algumas operações e comunidades próximas. Essas iniciativas embasam a adoção de sistemas de controle, planos de monitoramento e gestão das emissões.
Iniciativas de redução das emissões


Supressor Sustentável
A Vale comecou a utilizar em escala industrial o supressor de poeira a base de plastico PET !. O novo produto e fruto de 10 anos de pesquisa
da empresa em parceria com a Universidade Federal do Espirito Santo (UFES). O plastico passa por um processo de reciclagem quimica
que o transforma em resina, podendo ser aplicada em vagoes, vias de acesso e pilhas de minerio de ferro, rejeito e carvao, formando uma
pelicula protetora que evita a emissao de poeira.
O supressor de poeira e um controle ambiental comumente usado nas operacoes da empresa e pode ser feito de varias materias-primas,
como glicerina, mas a producao a partir da reciclagem do plastico e inedita e patenteada pela Vale e pela UFES. Desde 2013, universidade
e empresa realizaram testes e validacoes tecnicas em escalas de laboratorio e piloto que atestam a eficiencia do produto.
Alem de garantir a eficiencia no controle ambiental, o supressor sustentavel tem potencial para retirar do meio ambiente todos os meses
mais de 1 milhao de garrafas PET para a producao no Espirito Santo, O mimero pode chegar a ate 2 milhoes de garrafas, com a expansao
prevista para outras operacoes, que vai demandar 780 mil litros de supressor no total.
Alem de garrafas, o processo de producao do supressor sustentavel tambem e capaz de aproveitar outros materiais considerados de baixa
reciclabilidade, como o plastico PET utilizado em bandejas e garrafas de todas as cores, como as pretas de bebidas energeticas, que hoje
vão para os aterros sanitários.
Projeto de pesquisa com UFPA testa supressores de poeira
O projeto de pesquisa desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal do Pará (UFPA) e a Vale tem como principal objetivo identificar e definir os controles mais adequados para aplicação nas operações da Companhia. Para isso, foram realizados ensaios destinados a avaliar o desempenho de diferentes supressores de poeira utilizados pela Vale.
O procedimento experimental envolveu a preparação e compactação das amostras, seguida da aplicação dos supressores, conforme as dosagens previamente estabelecidas. Posteriormente, o material foi submetido a testes em túnel de vento, ambiente no qual foram monitoradas variáveis relacionadas à emissão de partículas, permitindo a análise comparativa da eficiência de cada solução.
Os resultados obtidos até o momento indicam a efetividade dos supressores empregados pela Companhia, com destaque para o Supressor Sustentável.

Mina de Brucutu, Barão de Cocais, Minas Gerais
Crédito: Walfried Amaral Weissmann
