

Rumo à transição energética
A crise climática global é uma realidade amplamente reconhecida e respaldada pela ciência, configurando-se como uma questão urgente com impactos significativos não apenas sobre nossa cadeia produtiva, mas também sobre toda a sociedade. Neste contexto, reconhecemos o papel essencial do setor de mineração e assumimos a responsabilidade de investir continuamente em tecnologia e inovação, com o objetivo de reduzir as emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa (Escopos 1, 2 e 3) e de contribuir de forma efetiva para a transição rumo à uma economia de baixo carbono.
Nota explicativa
O Protocolo de Gases de Efeito Estufa (GHG Protocol) classifica as fontes de emissões em três tipos:
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Escopo 1: são as emissões diretas de fontes próprias ou controladas pela organização. As emissões de escopo 1 da Vale incluem emissões diretas de gases de efeito estufa (GEE) resultantes de suas operações, como a combustão de combustíveis fósseis em suas minas e usinas, e a emissão de gases fugitivos de equipamentos de mineração. Soluções desenvolvidas: substituição de combustíveis, processos alternativos e eficiência energética.
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Escopo 2: são as emissões indiretas oriundas do consumo de energia elétrica e/ou térmica. Soluções desenvolvidas: aquisição de fontes renováveis, ativos de geração renovável e certificados de energia.
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Escopo 3: são emissões indiretas de GEE que ocorrem ao longo da nossa cadeia de valor, mas não estão diretamente relacionadas às nossas operações. As principais fontes dessas emissões estão associadas, principalmente, ao transporte de marítimo de minério de ferro e outros produtos, bem como ao uso dos produtos da mineração na produção do aço. Soluções desenvolvidas: Briquete de Minério de Ferro desenvolvido pela Vale e parcerias com nossos clientes e fornecedores mais representativos em busca de oportunidades para desenvolver soluções focadas na redução das emissões de CO2.
Entenda
- Escopo 1: são as emissões diretas de fontes próprias ou controladas pela organização, decorrentes do transporte e dos processos industriais nas minas, da pelotização e das atividades das ferrovias. Soluções desenvolvidas: substituição de combustíveis e eficiência energética.
- Escopo 2: são as emissões indiretas oriundas do consumo de energia elétrica e/ou térmica, adquiridas pela Vale. Soluções desenvolvidas: aquisição de fontes renováveis, ativos de geração renovável e certificados de energia.
- Escopo 3: são emissões indiretas de gases de efeito estufa (GEE) que ocorrem ao longo da cadeia de valor da Vale, mas não estão diretamente relacionadas às suas operações. As principais fontes dessas emissões estão associadas principalmente ao transporte de minério de ferro e outros produtos, bem como ao uso de aço e outros produtos da mineração. Soluções desenvolvidas: Briquete Vale e parcerias com nossos clientes mais representativos em busca de oportunidades para desenvolver soluções focadas na redução das emissões de CO2.
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Essa prática será obrigatória no Brasil a partir de 2027 para todas as empresas listadas na Bolsa de Valores brasileira.
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O foco do relatório é trazer mais transparência em como a Vale detalha e avalia continuamente os riscos climáticos garantindo alto nível de transparência sobre os impactos financeiros das ações sustentáveis da empresa.
Nossa rota para a descarbonização inclui diversas iniciativas para ampliar o uso de fontes alternativas de energia e reduzir a utilização de combustíveis fósseis nas operações (Escopos 1 e 2). Também atuamos em parceria com nossos fornecedores e clientes para reduzir nossas emissões do Escopo 3, que representam 98% de todas as emissões.
Com relação à transição para uma economia de baixo carbono, nossos minerais e metais exercerão um papel fundamental. O aço produzido a partir do minério de ferro, por exemplo, é a principal matéria-prima para a construção de turbinas eólicas, linhas de transmissão e outros mecanismos para garantir segurança energética e acesso universal à eletricidade. O níquel, por sua vez, é um elemento essencial para baterias de alta e o cobre para a transmissão de energia elétrica, cada vez mais importante em um mundo mais eletrificado. Diante desse cenário, a Vale tem diferenciais competitivos e posição estratégica: nossos produtos serão vetores de redução de emissões para o setor de siderurgia e metais básicos.
Avançaremos rumo a uma economia de baixo carbono com uma visão ampla que considere os riscos e impactos nas pessoas e no planeta. Nossa abordagem para uma transição energética justa em nossas operações, em nossa cadeia de valor e nos territórios onde atuamos segue nossos valores e as diretrizes estabelecidas em nossas políticas de Sustentabilidade, Clima e Direitos Humanos. Clique aqui para conhecer o posicionamento de transição justa da Vale.
O trabalho de proteção e conservação de florestas também é estratégico na agenda climática, uma vez que contribui para manter e ampliar os estoques de carbono armazenados. Ajudamos a conservar e proteger cerca de 1 milhão de hectares de florestas no mundo, sendo 800 mil hectares na Amazônia, onde atuamos há 40 anos e ajudamos a proteger, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Mosaico de Carajás, que é uma enorme área de floresta nativa, formada por seis unidades de conservação, com tamanho equivalente a cinco cidades de São Paulo.
Nesse mesmo sentido, estabelecemos uma meta florestal voluntária de ampliar em 500 mil hectares as áreas de florestas que ajudamos a proteger, além de nossas fronteiras, até 2030. Além disso, em 2022, adquirimos cerca de 133 mil créditos de carbono de REED+, numa parceria entre o Fundo Vale e o Grupo Algar para conservar o equivalente 50 mil hectares de florestas(leia mais em Biodiversidade).
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Nossas metas
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Consumir 100% de energia elétrica renovável no Brasil até 2025. Compromisso alcançado em 2023, dois anos antes do previsto.
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Consumir 100% de energia elétrica renovável no mundo até 2030.
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Reduzir em 33% as emissões absolutas de Escopos 1 e 2 até 2030 em relação a 2017.
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Reduzir em 15% as emissões líquidas de Escopo 3 até 2035 em relação a 2018.
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Zerar as emissões líquidas de Escopos 1 e 2 até 2050 .

Fotógrafo: Zé Palma

Estrutura de governança climática
A Vale está comprometida com a governança climática, buscando integrar a sustentabilidade à sua estratégia de longo prazo, tendo por base as diretrizes definidas pelo Task Force on Climate-related Financial Disclosures, “TCFD”.
Compete ao Conselho de Administração o direcionamento estratégico da Companhia incluindo temas relacionados à gestão de riscos e aos princípios gerais para sustentabilidade. O Conselho conta com o assessoramento de seus Comitês, em especial o Comitê de Sustentabilidade, para a aprovação da estratégia e as diretrizes de sustentabilidade, incluindo questões climáticas, e a sua integração no planejamento estratégico da Companhia, visando à criação de valor, à competitividade e à sustentabilidade social, ambiental e econômica.
O Comitê Executivo tem como atribuição a avaliação e o monitoramento dos riscos e oportunidades relacionados às Mudanças Climáticas e conta com o assessoramento dos Comitês Executivos de Riscos, incluindo o de Sustentabilidade, que atuam em conformidade com os normativos de Gestão de Riscos da Companhia. Ainda no âmbito do Comitê Executivo é realizado o Fórum de Baixo Carbono, coordenado pela Vice-Presidência Executiva responsável pelo tema, com o objetivo de manter o alinhamento entre seus membros e as equipes técnicas na condução da estratégia de descarbonização.
Os compromissos com a redução de emissões de GEE também estão atrelados à remuneração variável de longo prazo dos nossos executivos, alinhando os objetivos para criação de valor sustentável em toda a Companhia.
A estrutura de governança climática e as diretrizes para a atuação da Vale em Mudanças Climáticas estão consolidadas na sua Política de Mudanças Climáticas.
Discurso e prática alinhados
Supervisão estratégica e apoio. Saiba mais em Governança.
Reunião trimestral com C-level para acompanhamento do desempenho, deliberações e garantia das entregas.
10% no longo prazo (de 25% relacionada a ESG). Saiba mais em Remuneração dos executivos.
Nossos diferenciais estratégicos
- Soluções de minério de ferro: pretendemos fornecer aproximadamente 100 milhões de toneladas de produtos aglomerados no intervalo dos próximos 15 a 20 anos, entre aglomerados para alto-forno e para redução direta. A produção desses aglomerados terá menor consumo de combustíveis fósseis, emissão de particulados e utilização de água.
- Metais para transição energética: nosso negócio está posicionado de maneira única para atender à crescente demanda por minerais críticos essenciais para a transição energética global.
- A energia elétrica gerada pela empresa é 97,8% renovável, o que representa uma vantagem competitiva para o atingimento de nossas metas.
- 84,3% da energia consumida em nossos processos é renovável. No Brasil, esse percentual é de 100%, atestado por declarações renováveis.
- Alguns de nossos produtos de níquel possuem a menor intensidade de carbono do setor, sendo reconhecidos no mercado pela qualidade e baixo impacto ambiental.
- Temos aproximadamente 1 milhão de hectares de floresta protegida – 80% na Amazônia – e oportunidades para gerar projetos de “carbono de impacto”, com sequestro e estoque de carbono, além de benefícios socioambientais adicionais.
Transparência
Com o objetivo de reforçar a transparência sobre os riscos e oportunidades relacionados às mudanças climáticas e reafirmar nossos compromissos com a sustentabilidade, publicamos o Relatório de Informações Financeiras Relacionadas a Sustentabilidade. O documento adota, de forma pioneira no Brasil, o padrão internacional IFRS S2 do International Sustainability Standards Board (ISSB), antecipando em dois anos sua obrigatoriedade nacional.
Informações relacionadas ao tópico de clima também estão disponíveis o Relatório Integrado 2024 e o Databook ESG 2024 que abordam, não apenas a gestão de emissões GEE, mas também iniciativas e análises.
A Vale também participa do CDP anualmente, organização global sem fins lucrativos que opera por meio de uma ampla rede de divulgação ambiental e estimula empresas e governos a levantar, gerir, reduzir e dar transparência sobre suas emissões GEE e outros impactos ambientais.

Foto: Arquivo Vale
CDP
A Vale tem consistentemente demonstrado seu compromisso com a sustentabilidade e a gestão ambiental por meio da participação ativa no CDP desde 2003. A empresa reconhece a relevância e a exigência dos critérios estabelecidos e se destaca por sua avaliação transparente e pela eficácia na gestão de impactos ambientais, visando à mitigação de riscos climáticos.
No âmbito do CDP, as empresas respondem questionários minuciosos que abrangem tópicos como emissões de GEE, estratégias de mitigação, gestão de riscos ambientais e iniciativas sustentáveis. Com base nas respostas fornecidas, o CDP avalia e classifica as organizações com base em suas abordagens de sustentabilidade.
Apesar dos desafios impostos por essa avaliação criteriosa, a Vale mantém seu firme compromisso com a evolução de suas estratégias de sustentabilidade. A empresa segue investindo em iniciativas que visam aprimorar sua governança ambiental, reduzir impactos e aumentar a transparência de suas ações.
Veja aqui as respostas da Vale ao Questionário do CDP 2024 referente a Mudanças Climáticas (disponíveis apenas em inglês).

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