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Abordagem Estratégica
A Diretoria de Segurança e Excelência Operacional é responsável por definir as políticas e diretrizes técnicas para gerenciamento de saúde, segurança e riscos operacionais, bem como pelo modelo de gestão VPS (Vale Production System), atuando como 2ª linha de defesa na estrutura de Gestão de Riscos da Companhia.
É considerado neste contexto, normas, políticas e procedimentos para identificação, classificação e gestão de riscos, incluindo controles críticos para prevenção de eventos, assim como ações de mitigação, tais como resposta a emergências, crises e continuidade dos negócios, alinhadas às melhores práticas de mercado e requisitos específicos.

Fotógrafo: xxxx
Nossa estratégia de saúde e segurança está fundamentada em três pilares estruturais
Nosso dogma: todo acidente pode ser evitado
Prevenção de lesões e doenças crônicas
Prevenção de fatalidades
Prevenção de acidentes catastróficos
Eventos e não conformidades relacionadas à Segurança Ocupacional, Segurança de Processos Operacionais, Meio Ambiente e Comunidades são reportados, investigados e comunicados, de forma a abordar as causas raízes e fatores contribuintes, com ações corretivas e preventivas para promover aprendizado organizacional.
Para mais informações sobre as iniciativas de Saúde e Segurança, consultar o Databook ESG, aba “Social Dados”.

Diretrizes para Gestão de Riscos e Resposta a Emergências:
- Identificar, classificar e gerenciar riscos, considerando impactos à segurança, ao meio ambiente, às comunidades e à continuidade do negócio.
- Estabelecer um padrão corporativo de gestão integrada de emergências, crises e continuidade de negócios, com governança, responsabilidades e níveis de resposta definidos.
- Implementar e manter planos de resposta, baseados em cenários de risco, assegurando proteção à vida, ao meio ambiente e aos ativos.
- Garantir capacitação contínua, treinamentos e simulados para as funções críticas, incluindo integração com partes interessadas internas e externas.
- Assegurar a disponibilidade e a confiabilidade de recursos humanos, materiais, tecnológicos e logísticos necessários à resposta.
- Coordenar a gestão de emergências com autoridades, comunidades e demais stakeholders relevantes, promovendo transparência, comunicação e atuação integrada.
Sistema de Gestão Vale - VPS
Os processos de gestão da saúde e segurança, riscos e sustentabilidade da Vale estão inseridos no Sistema de Gestão Vale – VPS, que possui três dimensões: Liderança, Técnico e Gestão. Cada uma delas reúne práticas, diretrizes e políticas que transformam nossa cultura, melhorando e sustentando os nossos resultados continuamente com atenção aos riscos associados à empresa e às pessoas. Sua aplicação é obrigatória e o Sistema de Gestão Vale - VPS engloba todos os níveis hierárquicos estabelecidos na Vale.
O VPS conecta as melhores práticas de mercado, fortalece a governança, busca a conformidade com normas nacionais e internacionais aplicáveis e promove segurança, eficiência, sustentabilidade e melhoria contínua, baseada no ciclo PDCA. Ao integrar Propósito, comportamentos e processos, o VPS orienta as pessoas na busca dos melhores resultados e assegurando consistência e sinergia na forma de trabalhar e contribuindo para uma Vale mais segura, eficiente e responsável.
O VPS é composto por 10 práticas que agrupam 39 requisitos. Os requisitos formam as diretrizes mínimas para a boa condução do Sistema de Gestão. Cada prática busca direcionar as ações exigidas pelo VPS e é um convite à execução, melhoria e colaboração. As práticas foram organizadas de forma lógica, seguindo o ciclo PDCA:


Iniciativas de Segurança Ocupacional
Regras de Ouro
Consciente dos eventuais riscos em seus locais de trabalho para a integridade física dos colaboradores, a Vale implementou como estratégia de prevenção e mitigação controles que devem ser seguidos com obrigatoriedade por todos os empregados.
As Regras de Ouro são normas de saúde e segurança que os funcionários da Vale (próprios e terceiros) devem se comprometer em atender. Essas regras reúnem as condições básicas para a execução de qualquer atividade na companhia e não substituem os demais requisitos de saúde e segurança.
As Regras de Ouro são unificadas para todas as operações da Vale e se destacam por seu componente cultural e de promoção da disciplina operacional pois reforçam as iniciativas sobre comportamento e conduta dos empregados próprios e terceiros. O foco é a eliminação elou redução de fatalidades e incidentes de alto potencial.


Metas e Compromissos
Os dados e indicadores de saúde e segurança da Vale são atualizados periodicamente e divulgados por meio da publicação de relatórios, como o Databook ESG e Relatório Anual, atualizados anualmente.
Além disso, alinhado ao compromisso de transparência, são enviados às organizações do setor de mineração os resultados de indicadores que trazem a evolução do desempenho da empresa. Como exemplo, anualmente são realizados reportes ao ICMM (International Council on Mining and Metals), ao qual somos signatários, e trimestralmente ao Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).
Metas e Compromissos de Saúde e Segurança
Temos o compromisso de melhorar a saúde e a segurança dos empregados próprios e contratados e de aprimorarmos a segurança das operações, conforme abaixo:
l. Zerar o número de fatalidades. Em 2025 tivemos 3 fatalidades em nossas operações, porém a Vale segue com a meta de zerar fatalidades.
II. Redução de N1+N2 em relação ao resultado do fechamento do ano anterior.
Em 2025, os eventos N1+N2 apresentaram uma redução de 22% em relação a 2024, ampliando para 66% quando comparado a 2019. Apesar dos bons resultados dos anos anteriores, sabemos que ainda há muito esforço a ser feito para eliminarmos esses eventos de alto potencial.
III.Reduzir em 50% a quantidade de exposições aos principais agentes de risco à saúde em relação a 2019 até 2025. Meta alcançada em 2023. Em 2025, atingimos 8,5mil exposições, ou seja, uma queda de 63% em relação ao baseline.
IV. Eliminar todos os cenários de risco classificados como "muito alto" para Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Comunidades. Em 2025, reduzimos em 37,5% os cenários de riscos de segurança de processos classificados como “Muito Alto” em relação a 2024, e em 94% quando comparado a 2023.
**Todas as metas incluem contratados.

Números no topo das barras — Total anual (N1+N2): soma dos eventos N1 e N2 em cada ano: 16 (2022), 16 (2023), 18 (2024) e 14 (2025).
Contexto e resultados-chave
- Eventos N2 passaram de 5 (2022) para 3 (2025), indicando queda consistente nos incidentes mais graves.
- Todos os dados incluem empregados próprios e contratados, conforme política de segurança da Vale.
Nosso desempenho
de fatalidades ou eventos Reais de
Vida Mudada (N2)
outros eventos COM alto potencial (N3)

| 2023 | 2024 | 2025 | |
|---|---|---|---|
LTIFR
|
0,28
|
0,27
|
0,34
|
TRIFR
|
1,46
|
1,47
|
1,58
|
- Taxa de Frequência de Lesões Ocupacionais Registráveis (TRIFR) = (Lesões Ocupacionais / Hora Homem Trabalhada)*1.000.000
- Taxa de Frequência de Lesões Ocupacionais com Afastamento (LTIFR) = (Lesões Ocupacionais com Afastamento / Hora Homem Trabalhada)*1.000.000
Taxa de Frequência de Lesões Ocupacionais com Afastamento (LTIFR)¹

¹ Quantidade total de lesões ocupacionais contabilizáveis, com afastamento, por milhão de horas de exposição. São consideradas as lesões ocupacionais ocorridas com empregados e contratados em atividades controladas que resultem em afastamento.
Taxa Total de Frequência de Lesões Ocupacionais (TRIFR)¹

¹ Quantidade total de lesões ocupacionais contabilizáveis por milhão de horas de exposição. São consideradas as lesões ocupacionais ocorridas com empregados e contratados em atividades controladas que resultem em fatalidade, afastamento, restrição de trabalho ou tratamento médico (não inclui primeiros socorros).
Segurança de Processo
Nosso modelo de gestão de segurança de processo é baseado no Risk Based Process Safety (RBPS) do Center for Chemical Process Safety (CCPS), abordagem adotada após o evento de Brumadinho, que levou a uma revisão intensiva da gestão de riscos na Vale e na indústria como um todo, no que diz respeito à necessidade de reforçar a gestão da segurança de processos.
Desde então, a Companhia tem priorizado a implementação e amadurecimento de elementos do modelo de gestão adotado como referência, destacando-se: Identificação de Perigos e Análise de Riscos, Gestão de Mudanças, Prontidão Operacional, Gestão de Emergências e Investigação de Acidentes. O amadurecimento do modelo de gestão de segurança de processo baseada em riscos tem contribuído para os objetivos estratégicos da Vale, com a redução expressiva do número de eventos de processo de maior severidade ao longo dos últimos anos.
Evoluímos também no gerenciamento de controles críticos. Em 2025, a referência para o indicador de funcionamento dos Controles Críticos de Riscos Operacionais e Não Operacionais passou de 90% para 100%, reforçando nosso compromisso com a segurança. A nova referência requer que os controles críticos estejam funcionando adequadamente e, uma vez que qualquer controle crítico deixe de funcionar, é necessário que este seja imediatamente analisado e tratado nas rotinas de gestão.
Avançamos no segundo ciclo global do programa Hazard Identification and Risk Assessment (HIRA), abrangendo, em 2025, 5 sites operacionais, incorporando, além de consequências sobre a segurança das pessoas e impactos ao meio ambiente, já avaliados desde o primeiro ciclo, cenários importantes de interrupção operacional que poderiam causar perdas financeiras. Um marco no processo do HIRA em 2025 foi a primarização da equipe que realiza as análises de riscos, que passou a ser formada por profissionais das operações da Vale. A mudança busca elevar a qualidade técnica e padronizar as metodologias, permitindo maior retenção de conhecimento sobre os ativos e processos da empresa. Ainda em relação às análises de riscos de processo, ampliamos o programa de capacitação, incluindo treinamentos online e presenciais em metodologias de análise de riscos (What-if, APR, Hazop, LOPA), incluindo a formação de facilitadores de análise de riscos nas metodologias APR e HAZOP. Temos avançado de forma importante na implementação e amadurecimento de elementos de segurança de processos, como o Gerenciamento de Mudanças (MoC - Management of Change), a Revisão de Segurança de Pré-Partida (PSSR - Pre-Startup Safety Review), a Gestão de Produtos Perigosos, com a disseminação dos conceitos e utilização das ferramentas.
Como uma das iniciativas para a prevenção de acidentes com potencial catastrófico, a Vale passou a monitorar o desempenho de eventos associados à segurança de processos operacionais (Eventos P), reforçando uma das nossas ambições de sermos a melhor operadora e a mais confiável. Os Eventos P envolvem equipamentos ou ativos de operação e são aqueles que geram uma liberação não planejada ou não controlada de energia ou material perigoso (perda de contenção) ou que, sob condição ou circunstâncias ligeiramente diferentes, poderiam gerar.
Mantivemos a trajetória de redução contínua de eventos de segurança de processos (eventos P), superando o resultado previsto para o ano, o que reflete o fortalecimento da cultura de segurança e a maturidade crescente da gestão de riscos e segurança de processos.
Eventos P1 + P2 da Vale

P1 (Prioridade 1): evento de alto potencial máximo, frequentemente associado à liberação de energia ou materiais perigosos — contendo risco crítico de fatalidade, impacto ambiental severo ou potencial de “vida mudada”. Exigem atenção imediata e tratativas urgentes (como preenchimento de alertas específicos) e envolvem notificações para áreas corporativas de gestão e mitigação.
P2 (Prioridade 2): evento de também alto potencial, porém com consequências um pouco menores que o P1. Ainda representa risco operacional e pode gerar impactos graves que exigem investigação e ações corretivas robustas.
Ambos são parte de um sistema estruturado da Vale para gerenciamento de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Comunidades (SSMAC). Eventos P1 e P2 obrigam a conduzir investigações formais, implementação de planos de ação e preenchimento de relatórios, além de alimentar os indicadores corporativos em sistemas como SAP.
A redução dos eventos P1 e P2 é resultado das diferentes iniciativas voltadas ao aperfeiçoamento da gestão Riscos e de Segurança de Processos Operacionais (PSM - Process Safety Management), entre as quais se destacam:
- Evolução na avaliação do HIRA com a implementação eficaz das ações para redução ou eliminação dos riscos;
- Implementação de requisitos de padrões normativos de integridade de ativos;
- Aperfeiçoamento no gerenciamento e manutenção da integridade dos controles críticos;
- Progresso da implantação de outros elementos de PSM, como Gerenciamento de Mudanças (MOC - Management of Change), Pre-startup Safety Review (PSSR), com a disseminação dos conceitos e utilização das ferramentas.
Planos de Emergência, Crise e Continuidade dos Negócios (ECCN)
A Vale também atua continuamente na preparação para responder de forma imediata a eventos indesejados, funcionando como a última barreira para mitigação de impactos caso esses eventos se materializem. Para isso, são desenvolvidos e atualizados planos de resposta, visando minimizar impactos pessoais, ambientais, sociais e ao negócio. Essa abordagem inclui planos de:
- Atendimento à Emergência (PAE): contém as diretrizes e o conjunto de ações para mitigar, preparar e responder às emergências que possam resultar em danos as pessoas, meio ambiente, aos equipamentos ou ao patrimônio próprio ou de terceiros, envolvendo atividades ou instalações.
- Gerenciamento de Crise (PGC): tem por objetivo conjugar ações internas, de maneira sistematizada, que evitem, previnam e/ou minimizem os efeitos e repercussões à imagem e reputação da Vale.
- Continuidade de Negócios (PCN): contém as diretrizes que orientam a Vale a responder a uma interrupção de negócio e retomar, recuperar e restaurar a entrega de produtos e serviços de acordo com os objetivos de continuidade de negócios.
Com essa abordagem, a Vale busca estar sempre preparada para enfrentar desafios e manter suas operações de maneira segura e sustentável.


